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20/03/2010 - 12h10

Obama diz a Irã que diálogo ainda é possível

Por Jeff Mason e Ross Colvin

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano Barack Obama renovou a oferta de diálogo e diplomacia de seu governo com Teerã neste sábado, um ano após sua proposta de um recomeço com o Irã fracassar na obtenção de resultados concretos.

Obama, que se dirigiu aos iranianos em um novo vídeo que marca a observância do Nowruz --um festival que comemora a chegada da primavera-- tem prometido buscar sanções agressivas para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.

"Estamos trabalhando com a comunidade internacional para responsabilizar o governo iraniano pela recusa de cumprir suas obrigações internacionais," disse Obama na mensagem divulgada pela Casa Branca.

"Mas nossa oferta de contatos diplomáticos abrangentes e de diálogo permanece."

O Irã, que tem se recusado a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, nega a intenção de construir uma bomba atômica e diz que seu programa nuclear tem como objetivo a geração de energia elétrica.

Durante seu primeiro ano de governo, Obama destacou o Nowruz com uma mensagem inédita oferecendo ao Irã um "novo começo" de envolvimento diplomático com os Estados Unidos.

Mas Teerã esnobou o gesto e as relações pioraram ainda mais quando as autoridades iranianas fecharam o cerco aos oposicionistas após uma disputada eleição presidencial em junho.

"Estamos familiarizados com suas queixas passadas e temos as nossas também, mas estamos preparados para ir adiante. Sabemos o que vocês não aceitam; agora nos digam o que querem," disse ele.

ABERTURAS E SANÇÕES

Obama disse que os EUA têm aumentado as oportunidades de intercâmbios educacionais para que iranianos estudem em escolas e universidades norte-americanas, e também ampliado o acesso à Internet para que os iranianos possam se "comunicar uns com os outros, e com o mundo, sem medo da censura."

A abertura de Obama para envolver o Irã diplomaticamente se este "descerrar o punho" rompeu a política do governo anterior de isolar a República Islâmica, incluída pelo ex-presidente George W. Bush no "eixo do mal."

Obama não descartou quaisquer opções no trato com o Irã, mas autoridades dos EUA deixaram claro que preferem a diplomacia, dada a dificuldade de impor sanções e o risco de que uma ação militar aprofunde o conflito.

Os EUA acertaram com a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha o rascunho de uma proposta para uma quarta rodada de sanções que criaria novas restrições aos bancos iranianos e teria como alvo a Guarda Revolucionária e empresas ligadas a ela.

Washington vem lutando para convencer Rússia e China, ambos detentores de veto no Conselho de Segurança da ONU e aliados-chave do Irã, a concordar com sanções mais agressivas.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin disse à secretário de Estado dos EUA Hillary Clinton, que visita o país, que um apoio russo a novas sanções na ONU é possível.

Os EUA, ansiosos em não minar a crescente oposição doméstica ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, enfatizou que quaisquer sanções têm como alvo o governo iraniano, e não seu povo.

"Quero que os iranianos saibam o que meu país pretende. Os EUA acreditam na dignidade de todo ser humano, e uma ordem internacional que curve o arco da história na direção da justiça," disse Obama.

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