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24/03/2010 - 18h59

EUA pressionam Israel a demonstrar boa vontade

Por Matt Spetalnick e Jeffrey Heller

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira a Israel gestos de boa vontade para convencer os palestinos a retomarem o processo de paz, embora o anúncio de um novo projeto habitacional para colonos judeus possa prejudicar ainda mais as relações entre os aliados EUA e Israel.

Depois de manter na véspera uma discreta reunião com o presidente Barack Obama na Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, passou o dia tentando encerrar a disputa com os norte-americanos, antes de embarcar de volta para o seu país.

Os palestinos condicionam sua participação em um processo indireto de negociações, sob mediação dos EUA, à paralisação de todas as obras em assentamentos judaicos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Netanyahu tem alertado que essa exigência poderia manter o processo de paz, suspenso desde dezembro de 2008, mais um ano parado.

"O presidente pediu ao primeiro-ministro que dê passos para construir confiança para que negociações por proximidade (indiretas) possam ser feitas no sentido de uma paz abrangente", disse a jornalistas o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, sem entrar em detalhes. "Há áreas de concordância e há áreas de discordância."

Em meio a vários contatos entre autoridades de ambos os países, o representante especial de Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, encontrou Netanyahu no hotel onde este se hospedou.

Os EUA vêm tentando convencer Israel a abandonar a construção de casas em Jerusalém Oriental e a aceitar que as negociações indiretas discutam questões como as futuras fronteiras do Estado palestino e o status de Jerusalém.

Apesar da pressão dos EUA, Israel confirmou na quarta-feira um outro projeto de ampliação da presença de colonos em Jerusalém Oriental. No começo do mês, a construção de 1.600 casas nessa região já havia causado constrangimento para os EUA, por coincidir com uma visita do vice-presidente Joe Biden a Israel, mergulhando as relações entre os dois aliados no seu pior momento desde o começo do governo Obama, no ano passado.

(Reportagem adicional de Allyn Fisher-Ilan em Jerusalém, Souhail Karam em Riyadh e Patrick Worsnip na ONU)

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