UOL Notícias Notícias
 

24/03/2010 - 17h12

Se eleito, Ciro aposta que unirá PT e PSDB para governar

Por Natuza Nery

BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Ciro Gomes tem um sonho e uma certeza. Se eleito presidente da República teria no centro de sua coalizão de governo os principais adversários do país: PT e PSDB.

"Eu vou governar com os dois", apostou o pré-candidato nesta quarta-feira. "Nós estamos prontos para fazer a estabilidade da política brasileira."

A tese dessa improvável aliança não é nova. Em 1994, foi Ciro, à época filiado ao PSDB, quem fez o convite a Luiz Inácio Lula da Silva. Oferecia uma chapa do tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE) com o petista, naquela mesma hora rejeitada pelo hoje presidente.

Na ocasião, o PT apostou na crítica ao Plano Real e chamava a política de estabilização de "truque" para vencer as eleições". Oito anos mais tarde, Lula assumia o Executivo federal mantendo todos os pilares econômicos de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

"Isso já é uma realidade em vários Estados", argumentou o parlamentar, citando a experiência de Minas Gerais. Lá, os dois partidos se juntaram para eleger Márcio Lacerda, do PSB de Ciro, prefeito da capital. O pacto foi abençoado por Lula à época.

Pré-candidato à sucessão nacional --mas ainda sem o apoio de sua legenda-- Ciro Gomes tenta viabilizar-se. Apesar de gostar dele, Lula não o quer na disputa. Teme que sua presença no pleito tire votos da ministra Dilma Rousseff (PT).

"Na medida em que o PSB não confirmou minha candidatura, todas as possibilidades permanecem", reconheceu. "Só quem me tira da disputa é o PSB e minha mãe."

O recado é claro. Embora verbalize constantemente lealdade ao presidente da República --de quem já foi um fiel ministro--, deixa claro que sua definição não está, necessariamente, a reboque de um apelo de Lula.

Ele não é o único pré-candidato a defender essa união. A senadora Marina Silva (PV-AC) chegou a afirmar recentemente que PT e PSDB cometeram nos últimos 16 anos um erro histórico ao não pactuarem juntos a governabilidade do país.

A lógica de Ciro e Marina é diminuir a dependência de partidos que hoje constituem as maiores forças do país, caso do PMDB --legenda constantemente acusada de fisiologismo, inclusive por Ciro Gomes.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,13
    3,270
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,51
    63.760,94
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host