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24/03/2010 - 16h55

Sob críticas, Israel segue com obras em Jerusalém Oriental

Por Allyn Fisher-Ilan

JERUSALÉM (Reuters) - Sem se abalar com a turbulência nas relações com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, Israel confirmou na quarta-feira os planos de expandir a presença judaica em Jerusalém Oriental com novas aprovações para construções.

Em um passo que certamente enfurecerá os palestinos e frustrará os ocidentais que propunham o congelamento nas obras de assentamento, uma autoridade municipal afirmou que foi dada aprovação para se desenvolver um bairro do qual palestinos foram removidos no ano passado.

Declarações sobre o assunto foram feitas depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu finalizou uma reunião em Washington com o presidente norte-americano, Barack Obama, para aparar as arestas, após uma desavença sobre Jerusalém Oriental neste mês.

Netanyahu disse lamentar o momento do anúncio dos planos de construção em Jerusalém Oriental durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, há duas semanas, que Washington considerou "aviltante".

Mas na segunda-feira ele insistiu a uma audiência de influentes judeus norte-americanos que "Jerusalém é nossa capital" e as obras ali continuarão, pois Israel as julga apropriadas.

A afirmação provocadora coincidiu com uma reprovação pública a Israel por parte da Grã-Bretanha, que anunciou a expulsão de um diplomata israelense por causa da falsificação dos passaportes britânicos usados pelos supostos assassinos de um comandante do Hamas em Dubai.

Israel disse lamentar a decisão da Grã-Bretanha, mas analistas na quarta-feira não previam nenhum prejuízo significativo aos laços bilaterais.

Passaportes irlandeses, franceses, alemães e australianos também foram falsificados pela quadrilha do assassinato e as autoridades desses países devem examinar as evidências britânicas envolvendo Israel.

Numa queixa pública relativamente rara, a Arábia Saudita pediu na quarta-feira às grandes potências envolvidas no processo de paz do Oriente Médio "esclarecimentos sobre a política arrogante de Israel e sua insistência em desafiar a vontade internacional".

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