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25/03/2010 - 20h16

Israel cogita gestos de boa vontade aos palestinos

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende reunir o núcleo do seu gabinete para discutir gestos a serem oferecidos aos palestinos, depois de ele declarar na quinta-feira que houve progressos durante a sua conturbada visita aos EUA.

"Achamos que encontramos uma forma de ouro que permitiria aos americanos levarem o processo de paz adiante, mas preservando nossos interesses nacionais", disse Netanyahu ao deixar Washington, onde sua visita foi ofuscada pela polêmica com o governo Obama devido à ampliação de assentamentos judaicos em territórios ocupados.

Zvi Hauser, secretário do gabinete de Netanyahu, disse que o premiê vai reunir seus principais ministros -- a maioria direitistas -- para avaliar um pacote com medidas de boa vontade, preparadas pelos assessores de Netanyahu e Obama durante reuniões nos EUA.

A reunião do gabinete estava marcada para quinta-feira à noite, mas uma fonte oficial israelense disse que ela foi adiada, provavelmente para a tarde de sexta. Assessores do governo não detalharam a pauta da discussão.

Os palestinos reivindicam a paralisação total da ampliação dos assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. "Não há absolutamente nada de novo, até agora, a respeito da situação que o processo de paz enfrenta", disse o assessor governamental palestino Nabi Abu Rdainah à Reuters.

Segundo ele, o presidente Mahmoud Abbas falará sobre a situação na reunião da Liga Árabe nos dias 27 e 28 na Líbia.

Os aliados EUA e Israel mergulharam na sua pior crise nos últimos anos por causa do anúncio feito no dia 10, durante visita do vice-presidente Joe Biden a Israel, da construção de 1.600 novas casas para colonos judeus perto de Jerusalém Oriental.

Nesta semana, durante a visita de Netanyahu aos EUA, Israel anunciou outro projeto habitacional em um bairro de Jerusalém do qual palestinos foram recentemente expulsos.

O governo Obama tenta convencer Israel a abandonar a ampliação de assentamentos e a discutir questões cruciais do processo de paz, como a definição de fronteiras e o status de Jerusalém, como parte de um processo indireto de negociações, sob mediação dos EUA.

A Casa Branca diz que Obama "pediu ao primeiro-ministro que dê passos para construir confiança para o diálogo por proximidade (indireto), de modo que possa haver progressos rumo a uma paz abrangente".

"Acho que estamos fazendo progressos em questões importantes. Mas (não tenho) nada mais de substância para relatar senão isso", afirmou o porta-voz Robert Gibbs na quinta-feira.

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