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26/03/2010 - 11h17

PIB dos EUA é revisado levemente para baixo no 4o tri

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos cresceu em um ritmo um pouco menor que o estimado no quarto trimestre de 2009, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual de 5,6 por cento, disse o Departamento do Comércio norte-americano no seu relatório final para o quarto trimestre, ao invés da taxa de 5,9 por cento divulgada em fevereiro. Ainda assim, foi o maior ritmo de expansão desde o terceiro trimestre de 2003.

Analistas ouvidos pela Reuters tinham previsto que o PIB, que mede a produção total de bens e serviços nos EUA, cresceria 5,9 por cento no período entre outubro e dezembro.

No terceiro trimestre, o PIB expandiu-se 2,2 por cento.

O Departamento também disse que os lucros corporativos depois de impostos cresceram 6,5 por cento no quarto trimestre, menos que o aumento de 12,7 por cento no trimestre anterior. A leitura ficou abaixo das expectativas do mercado de um ganho de 10 por cento. Para todo o ano de 2009, os lucros depois de impostos caíram 6,9 por cento, o maior declínio desde 2000.

O crescimento do PIB foi reduzido porque as contribuições do investimento privado, dos gastos do consumidor e dos estoques foram revisadas para baixo.

Grande parte da recuperação da economia da pior recessão desde os anos 1930 foi conduzida por estímulos do governo e a redução menos agressiva dos estoques.

Isso gerou preocupações de que o crescimento poderia desacelerar mais tarde neste ano quando esse impulso acabar, dados o fraco gasto do consumidor e o alto nível de desemprego.

Quando as empresas aumentam os estoques ou diminuem a taxa de redução deles, o setor manufatureiro eleva a produção, e isso impulsiona o PIB.

Excluindo-se os estoques, a economia cresceu 1,7 por cento ao invés da taxa 1,9 por cento estimada no mês passado.

Os estoques empresariais caíram 19,7 bilhões de dólares no quarto trimestre, ligeiramente acima dos 16,9 bilhões de dólares estimado no mês passado. Eles caíram 139,2 bilhões de dólares no período entre julho e setembro.

A mudança nos estoques adicionou 3,79 pontos percentuais ao PIB no último trimestre. Foi a maior contribuição percentual desde o quarto trimestre de 1987.

Em 2009 como um todo, a economia dos EUA teve contração de 2,4 por cento, o maior declínio desde 1946, disse o Departamento.

Também houve pequenas reduções negativas para o investimento empresarial e os gastos do consumidor, que contribuíram para reduzir as estimativas de PIB.

O investimento empresarial cresceu 5,3 por cento, ao invés de 6,5 por cento. Isso refletiu o gasto reduzido em construção. O setor imobiliário comercial está em dificuldades sob o peso das altas taxas de vacância e do acesso restrito ao crédito.

O investimento na construção de novas moradias foi revisado para baixo, para uma taxa de crescimento de 3,8 por cento no quarto trimestre, da taxa de 5 por cento divulgada em fevereiro. Ele tinha crescido 18,9 por cento no terceiro trimestre.

Porém, as vendas de novas moradias estão mais lentas neste ano, atingindo uma mínima recorde em fevereiro.

O aumento no gasto do consumidor foi ajustado para baixo para uma taxa de 1,6 por cento, de 1,7 por cento. Isso ficou abaixo do aumento de 2,8 por cento no terceiro trimestre, quando o consumo teve um impulso do programa de incentivo de compra de automóveis do governo.

O gasto do consumidor contribuiu com 1,16 ponto percentual ao PIB do quarto trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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