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27/03/2010 - 14h18

Número de mortos depois de bombas no Iraque sobe para 59

BAGDÁ (Reuters) - O número de mortos pela explosão de duas bombas em um mercado lotado, na província de Sunni Diyala, no Iraque, chegou a 59, informou a a Policia neste sábado, ao mesmo tempo que políticos começaram negociações para uma coalizão, com o objetivo de formar um novo governo.

"O ataque, na sexta-feira à noite, um dos mais mortais no Iraque em muitos meses, deixou 73 pessoas feridas", disse o major Ghalib Attiya, porta-voz da polícia de Diyala.

"Pelo tipo de ataque e pela sua magnitude, posso dizer que isso tem a assinatura da Al Qaeda", disse, acrescentando que já há uma investigação para descobrir se o grupo militante é o responsável.

As explosões aconteceram poucas horas antes que fossem divulgados os resultados preliminares sobre as eleições parlamentares de 7 de março.

Fontes oficiais disseram que uma bomba foi deixada perto de uma cafeteria no centro da cidade de Khalis, a 80 Km ao norte de Bagdá, seguida imediatamente, pela explosão de um carro bomba, que destruiu edifícios e lojas vizinhas.

"Ainda há corpos sob os escombros, quero saber qual é a culpa dessas pessoas inocentes, para serem mortas assim?" questionou Yunis Mohammed, dono de uma loja, no local da explosão.

Equipes de resgate ainda estavam procurando sobreviventes neste sábado. Apesar da diminuição da violência nos últimos dois anos, a explosão desta sexta-feira, uma noite para sair e passear para muitas famílias, enfatizou a fragilidade da segurança no Iraque, enquanto o país luta para por fim a anos de guerra e de conflitos sectários.

O número de mortes superou o do ataque de um homem bomba, que matou 41 pessoas nos arredores de Bagdá, em fevereiro e os três ataques suicidas a hotéis de Bagdá, em janeiro, que mataram 36 pessoas.

Os grupos políticos do Iraque iniciaram negociações que devem durar semanas. Os resultados das eleições deste mês trouxeram a vitória para a aliança do oposicionista secular Iyad Allawi, que ficou com a maioria das cadeiras do Parlamento, mas muito pouco à frente da coligação do primeiro-ministro, Nuri al-Maliki.

(Reportagem de Muhanad Mohammed)

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