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28/03/2010 - 17h29

Obama vê progressos em 1a visita ao Afeganistão como presidente

Por Jeff Mason

CABUL (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou neste domingo a primeira viagem ao Afeganistão dentro de seu mandato e disse que a campanha militar no país obteve progressos, mas que o presidente local, Hamid Karzai, ainda precisa combater a corrupção.

O avião presidencial aterrissou à noite no campo de Bagram, ao norte da capital afegã, e Obama foi levado de helicóptero até o palácio de Karzai em Cabul, onde foi recebido pelo presidente afegão e por uma banda que tocava o Hino nacional norte-americano.

"Quero trazer uma mensagem forte de que a parceria entre os Estados Unidos e o Afeganistão continuará. Já vimos progresso à respeito da campanha militar contra o extremismo na região", disse Obama a Karzai, em frente a repórteres dentro do palácio.

"Também queremos continuar progredindo na boa governança, no cumprimento da lei e nos esforços contra a corrupção. Todos essas coisas resultam em um Afeganistão mais próspero, mais seguro e independente", acrescentou.

Karzai afirmou esperar "que a parceria continue no futuro em direção a um Afeganistão estável, forte e pacífico, que possa se sustentar sozinho, que possa seguir em direção ao futuro."

Mais tarde, em discurso às tropas, Obama afirmou que faz parte da estratégia dos Estados Unidos um esforço civil para tornar melhor a vida dos afegãos e que as tropas norte-americanas haviam mudado a forma como interagiam com os afegãos.

Autoridades norte-americanas disseram que Obama pressionaria Karzai a combater a corrupção e o tráfico de drogas. O democrata ouviria depois o comandante norte-americano das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, o general do Exército Stanley McChrystal, e faria um discurso às tropas dos EUA.

O presidente deixou Washington na noite de sábado. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, falando antes da viagem, disse que Obama queria receber de McChrystal e Karl Eikenberry, o embaixador dos EUA, uma atualização sobre como vai a guerra.

Em dezembro, Obama ordenou o destacamento de mais 30.000 soldados para o Afeganistão e estabeleceu um prazo de meados de 2011 para começar a retirar as tropas do país. Um terço desse montante já chegou à nação estrangeira, participando de uma grande ofensiva no sul da nação no mês passado.

A administração Obama teve um difícil relacionamento com Karzai nos primeiros 14 meses do presidente na Casa Branca, chegando ao seu pior ponto durante as eleições presidenciais afegãs no ano passado. Eikenberry escreveu uma carta secreta em novembro, dizendo que Karzai "não era um parceiro estratégico adequado." O conteúdo da carta vazou.

Obama conversa raramente com Karzai, diferentemente de seu antecessor, George W. Bush, que lançou a guerra após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

A viagem permite a Obama ver os resultados do aumento de tropas no país, mostre apoio aos militares e combata críticos que dizem que seu foco em aprovar a reforma da Saúde tirou atenção da política externa.

Desde que Obama assumiu a Presidência, o Afeganistão tomou do Iraque o primeiro lugar nas prioridades militares externas dos EUA. Até o final deste ano, o número de militares no Afeganistão terá triplicado, após a posse do Obama, para 100.000 soldados, além de outros 40.000 da Otan.

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