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31/03/2010 - 16h37

Putin se encontrará com opositores dos EUA na Venezuela

Por Darya Korsunskaya

MOSCOU (Reuters) - A Rússia vai fortalecer seus laços nos setores de energia e armas com a América Latina quando o primeiro-ministro Vladimir Putin viajar a Caracas nesta semana para se reunir com dois dos maiores adversários dos Estados Unidos, os presidentes da Venezuela e da Bolívia, Hugo Chávez e Evo Morales.

Os dois líderes esquerdistas podem considerar a visita de Putin um sinal de fortalecimento, após a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ter dito nesta semana que os críticos de Washington estavam perdendo força na América Latina.

Observadores do Kremlin também estarão acompanhando os comentários de Putin sobre os laços com Washington, principalmente sobre o histórico tratado para o controle de armas nucleares que seu sucessor, Dmitry Medvedev, escolhido pelo próprio Putin, e o presidente dos EUA, Barack Obama, concordaram assinar em abril.

"É sempre uma boa chance para Putin demonstrar aos Estados Unidos que temos muitos amigos no mundo inteiro", disse Fyodor Lukyanov, editor da revista Russia in Global Affairs.

Caracas e Moscou disseram que as negociações de um dia entre Putin e Chávez iriam se concentrar em energia, agricultura e defesa. O gabinete de Putin também disse que a energia estaria no centro dos diálogos com Morales, que se reunirá com primeiro-ministro russo em Caracas também na sexta-feira.

A Venezuela, principal exportadora de petróleo da América do Sul, está buscando fundos e tecnologia para ajudar a desenvolver suas reservas de petróleo e está procurando empréstimos para comprar equipamentos militares russos.

"Devemos esperar muitos contratos para armas pesadas e energia. Quando Putin viajou recentemente para centros como a Índia ele trouxe de volta muita coisa", acrescentou Lukyanov. Putin fechou 10 bilhões de dólares em acordos de energia e armas na Índia este mês.

Chávez viajou a Moscou em setembro para receber mais de 2 bilhões de dólares em empréstimos para comprar armamentos russos, inclusive tanques e avançados mísseis antiaéreos S-300.

Durante a viagem, o presidente da Venezuela anunciou que seu governo reconhecia duas regiões rebeldes pró-russas na Geórgia como estados independentes, um sucesso diplomático para Moscou, que tentou, sem sucesso, persuadir seus aliados a fazê-lo.

Hillary expressou preocupação em setembro passado com as compras de armas venezuelas e o potencial de despertar uma corrida de armas na região.

A Venezuela pretende reforçar seu arsenal para resistir ao que Chávez chama de imperialismo norte-americano na América Latina. Ele tem preocupação com os laços militares norte-americanos com a Colômbia, vizinha da Venezuela.

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