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03/04/2010 - 14h46

EUA adiam decisão sobre manipulação chinesa do iuan

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos adiou neste sábado a decisão sobre classificar a China como um agente manipulador de moeda, em um movimento provavelmente para melhorar a relação entre as duas potências, mas que deve desagradar parlamentares norte-americanos.

O Departamento do Tesouro divulgaria o relatório semestral sobre câmbio ao Congresso em 15 de abril, poucos dias após uma visita agendada do presidente chinês, Hu Jintao, a Washington para um encontro sobre segurança nuclear organizado pelo presidente norte-americano, Barack Obama.

Os parlamentares dos EUA têm pedido de forma crescente que o Tesouro "rotule" a China como um manipulador, dizendo que Pequim deliberadamente mantém o valor da sua moeda, o iuan, desvalorizado em relação ao dólar para dar aos exportadores vantagens comerciais que custam empregos norte-americanos.

O adiamento coloca a decisão para bem depois da visita de Hu, evitando uma situação embaraçosa que poderia provocar uma resposta retaliadora de Pequim. Também permite a Obama algum espaço para tentar persuadir os representantes chineses para voluntariamente liberar a apreciação do iuan.

"Eu acredito que esses encontros são o melhor caminho para avançar nos interesses dos EUA neste momento", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, em um comunicado divulgado durante o fim de semana de Páscoa, informando sobre o adiamento da decisão.

O Tesouro não indicou quando irá divulgar o relatório.

Geithner, que vem enfrentado aumento da pressão do Capitólio para endurecer o tom com a China no relatório semianual, rotulando o país como manipulador, lança a questão para persuadir Pequim a aceitar uma maior responsabilidade como uma parceiro-chave no comércio global.

"A inflexibilidade da taxa de câmbio da China dificultou para outras economias emergentes deixarem suas moedas apreciarem", afirmou. "Um movimento da China para uma taxa mais orientada pelo mercado fará uma contribuição essencial ao rebalanceamento global."

A moeda chinesa tem permanecido no atual patamar ao redor de 6,8 por dólar desde julho de 2008, quando a crise financeira global piorou, após um período de três anos de elevação gradual.

(Reportagem de Glenn Somerville)

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