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04/04/2010 - 16h59

Homens-bomba matam 41 no centro de Bagdá

Muhanad Mohammed
Bagdá

 Três homens-bomba se detonaram com instantes de diferença entre um e outro num ataque coordenado a embaixadas no centro de Bagdá, neste domingo. As explosões mataram 41 pessoas e feriram mais de 200.

A explosões, perto das embaixadas iraniana, egípcia e alemã, se dão depois de ataques a morteiro na Zona Verde da capital iraquiana, área onde estão prédios do governos, casas de autoridades e embaixadas. Na sexta, atiradores já haviam matado 24 pessoas numa vila sunita, ao sul.

Autoridades haviam alertado sobre um possível aumento da violência por conta da tensão fruto das eleições legislativas de 7 de março, pleito no qual não houve de forma clara um vencedor.

O resultado indica que haverá semanas de negociações e divisões para formar um governo. Iyad Allawi, ex-premiê e secularista, conquistou dois assentos a mais do que o atual primeiro-ministro, o xiita Nuri al-Maliki.

Negociações difíceis podem deixar um vácuo de poder a ser explorado pelos insurgentes, afirmam analistas. Em 2005, quando os políticos demoraram mais de cinco meses para formar um governo, a violência explodiu.

"Os terroristas aproveitam este tempo entre o fim das eleições e a formação do governo para mirar no processo político", disse Abdul-Rasoul al-Zaidi, autoridade da Defesa Civil.

Nos ataques deste domingo, uma das bombas explodiu em frente ao portão principal da embaixada iraniana, fora da Zona Verde, mas nos limites da área especial. Trinta carros foram destruídos. O Ministério das Finanças disse que escritórios seus na região foram danificados.

"Chega. Estamos cansados de explosões, não nos sentimos seguros", afirmou Jassim Mohammed, 39, um dos feridos nos ataques.

Um homem chorava por ter descoberto que o microônibus do irmão havia sido destruído. "Por que eles o mataram? Ele se casou há uma semana", lamentava.

Na embaixada egípcia, o homem-bomba colidiu o seu carro contra uma parede de concreto.

"O carro bateu contra o muro, e os guardas atiraram contra o terrorista, mas ele foi e se explodiu", declarou Qassim al-Moussawi, porta-voz sobre assuntos de segurança em Bagdá. "A mesma coisa aconteceu na embaixada iraniana."

Moussawi afirmou que as forças de segurança impediram a ação de um quarto carro e prenderam o suposto homem-bomba.

O Ministério do Exterior alemão declarou que um guarda iraquiano que trabalhava para a embaixada alemã está entre os mortos.

"Nossa solidariedade vai para o povo iraquiano, e continuaremos a apoiar os esforços deles por paz e democracia", disse o ministro Guido Westerwelle.

(Reportagem adicional por Aseel Kami, Suadad al-Salhy e Waleed Ibrahim)

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