UOL Notícias Notícias
 

05/04/2010 - 19h07

Ibovespa tem 6a alta por EUA e atinge nova máxima em 22 meses

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Novos dados positivos da economia norte-americana convidaram os investidores a se manter na ponta compradora de ações pela sexta sessão seguida, o que levou o principal índice da Bovespa a nova máxima em 22 meses.

O Ibovespa ainda perdeu força nos minutos finais, antes de fechar valorizado em 0,22 por cento. Ainda assim, parou nos 71.289 pontos, o mais alto desde 2 de junho de 2008. O giro financeiro da sessão foi de 5,27 bilhões de reais.

"Números dos Estados Unidos estão corroborando expectativas positivas para a economia do país", disse Fernando Barbará, diretor de renda variável, Capital Investimentos.

A safra de boas notícias começou na Sexta-Feira Santa, com a divulgação de que a economia norte-americano criou 162 mil postos de emprego em março. Nesta manhã, o ânimo foi renovado quando o mercado soube que as vendas pendentes de moradias nos EUA subiram de forma inesperada em fevereiro, enquanto o índice da atividade no setor de serviços atingiu em março o ritmo mais forte desde maio de 2006.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,43 por cento, enquanto o S&P 500 cresceu 0,79 por cento.

Mesmo com força reduzida devido a feriado que manteve os mercados fechados na Europa, os segmentos de commodities absorveram esse otimismo, movimento pontuado pelo petróleo, cujo barril chegou à casa dos 86 dólares.

Não por acaso, o papel preferencial da blue chip Petrobras foi o que mais contribuiu para o avanço do Ibovespa, ao subir 0,73 por cento, para 36,01 reais.

As siderúrgicas, setor que o BTG Pactual elegeu em relatório como um dos preferidos em abril, também tiveram boa performance, sob a batuta de Gerdau Metalúrgica, com avanço de 2 por cento, para 37,84 reais.

Outro destaque positivo foi BM&FBovespa, com elevação de 1,1 por cento, a 12,35 reais, após o JPMorgan elevar a recomendação do papel de "neutra" para "overweight" (acima da média do mercado).

Na ponta de baixo do índice, Redecard tombou 3 por cento, a 32,70 reais. A empresa de cartões de crédito e débito teve recomendação rebaixada pelo mesmo JPMorgan, de "neutro" para "underweight" (abaixo da média do mercado).

Fora do índice, a Telebras disparou 14,7 por cento, a 1,56 real. O papel segue bastante volátil, ainda em meio a conversas de que a companhia pode ter participação relevante no Plano Nacional de Banda Larga do governo.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,63
    3,167
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,87
    65.667,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host