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06/04/2010 - 16h51

EUA diz que falta transparência ao programa nuclear da China

WASHINGTON (Reuters) - A falta de transparência em torno dos programas nucleares da China suscita dúvidas quanto às intenções estratégicas do país, disse os Estados Unidos nesta terça-feira.

"O arsenal nuclear da China ainda é muito menor que os da Rússia e dos Estados Unidos", disse a administração em documento sobre a política nuclear divulgado na terça-feira.

"Mas a ausência de transparência em torno de seus programas nucleares - seu âmbito e andamento, além da estratégia e doutrina que os orienta - suscita dúvidas quanto às intenções estratégicas futuras da China."

"Os Estados Unidos e os vizinhos asiáticos da China continuam preocupados com o andamento e o âmbito dos esforços atuais de modernização militar da China, incluindo a modernização quantitativa e qualitativa de suas capacidades nucleares."

No mês passado a China divulgou seu orçamento militar para 2010, com um aumento de 7,5 por cento nos gastos - uma cifra relativamente baixa que surpreendeu os analistas externos, após mais de duas décadas de aumentos na casa dos dois dígitos.

O documento dos EUA reiterou o desejo do Pentágono, expresso em diversas outras ocasiões, de promover um diálogo estratégico com as autoridades militares chinesas que "ofereça um lugar e um mecanismo para cada lado comunicar ao outro sua visão das estratégias, políticas e programas do outro relativos a armas nucleares e outras capacidades estratégicas."

"O objetivo de tal diálogo é aumentar a confiança e a transparência e reduzir a desconfiança", diz o documento.

Na semana passada a China pôs fim a semanas de incerteza quando anunciou que o presidente Hu Jintao vai comparecer a uma cúpula sobre segurança nuclear marcada para a próxima semana em Washington.

Até então, a China não tinha dito se Hu participaria do encontro multinacional promovido pelo presidente Barack Obama. Recentemente as relações entre EUA e China vêm sendo negativamente afetadas por disputas econômicas e políticas.

Washington despertou a ira de Pequim no início deste ano ao anunciar a venda de um pacote de armas a Taiwan, no valor de 6,4 bilhões de dólares, e a China reagiu adiando vários intercâmbios de alto nível entre líderes militares dos EUA e da China.

Mas a China não congelou todos os contatos de militares a militares, como fez em resposta a transações anteriores de armas entre os EUA e Taiwan.

(Reportagem de Phil Stewart e Paul Eckert)

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