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08/04/2010 - 17h15

Do alto, só resta a terra que cobriu tudo no Morro do Bumba

Por Maria Pia Palermo

NITERÓI (Reuters) - A fenda aberta no morro não deixa vestígio de casas nem de gente vista do alto. Só uma terra preta se enxerga no local onde o deslizamento varreu tudo no Morro do Bumba, em Niterói.

A bordo de um helicóptero, a mais de 200 metros de altura, dá para ver no local da tragédia de quarta-feira máquinas e homens trabalhando no pé do morro, moradores observando do topo e de casas altas na vizinhança, e carros de bombeiros prontos para o resgate dos mortos e feridos.

Estima-se que havia 50 casas e 200 pessoas quando a terra desceu durante a noite, quando a população tentava respirar das chuvas que começaram na noite de segunda-feira.

O resgate, que começou com dificuldade pela dimensão da tragédia, retirou até o início da tarde 10 corpos e dezenas de feridos.

Na base do morro, que era um aterro sanitário desativado, a montanha de terra acumulada chegava a altura aproximada de um prédio vizinho de dois andares.

"Nos últimos três dias está um caos. Nunca tinha visto isso", disse o piloto do helicóptero Marcos Gonçalves Maia.

No início da tarde desta quarta-feira, Maia sobrevoava pela quarta vez o local da tragédia em Niterói.

Desde segunda-feira a tempestade deixou 161 vítimas no Estado do Rio de Janeiro, a maior parte soterrada em deslizamentos de terras.

Niterói, a cidade mais atingida com 89 mortes confirmadas, foi surpreendida na noite de quarta-feira com o maior deslizamento do Estado, num momento em que a população achava que o pior já tinha passado.

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