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08/04/2010 - 17h16

EUA querem resolução sobre sanções ao Irã nas próximas semanas

Por Daniel Bases

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que esperam chegar a um acordo sobre novas medidas punitivas contra o Irã por causa de seu programa nuclear dentro de semanas, enquanto as seis potências mundiais preparam-se para se reunir em Nova York a fim de esboçar uma resolução sobre as sanções.

"As negociações começaram previamente nas capitais e aqui. Elas estão se intensificando. Não estou preparada para predizer quando serão ou não concluídas", disse a embaixadora norte-americana para a Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, a jornalistas em Nova York.

"Estamos trabalhando para terminar isso rapidamente, numa questão de semanas durante a primavera (boreal)", afirmou ela, reiterando o desejo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por uma posição global mais dura contra o avanço da capacidade nuclear do Irã.

Rice deverá se reunir nesta quinta-feira com seus colegas da Grã-Bretanha, França, Rússia e China --os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que têm poder de veto-- além da Alemanha a fim de começar a preparar uma resolução a ser voltada pelo conselho pleno de 15 nações.

O grupo das seis potências é em geral chamado de "P5+1."

O Irã rejeita as acusações feitas pelo Ocidente de que seu programa nuclear seja destinado a produzir armas atômicas e diz que suas ambições se limitam a gerar eletricidade.

Uma proposta preliminar dos EUA aprovada pelos aliados europeus e apresentada à Rússia e à China um mês atrás formará a base das discussões, afirmaram diplomatas da ONU.

Ela tem como alvo a Guarda Revolucionária Islâmica, empresas de navegação, entre outras, mas não os setores de petróleo e gás.

Embora as delegações norte-americana e europeia desejem a aprovação de uma resolução neste mês, os diplomatas afirmam que as negociações podem seguir ao menos até junho, já que China e Rússia devem agir para enfraquecer qualquer proposta de medida punitiva até a apresentação da resolução preliminar ao Conselho de Segurança.

A questão também deverá surgir nos bastidores da cúpula sobre segurança nuclear organizada por Obama, em Washington, nos dias 12 e 13 de abril, da qual planejam participar o presidente chinês, Hu Jintao, o presidente russo, Dmitry Medvedev, e outras dezenas de líderes.

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