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08/04/2010 - 20h04

Karadzic não consegue adiar julgamento por crimes de guerra

AMSTERDÃ (Reuters) - O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic não conseguiu adiar o seu julgamento por crimes de guerra nesta quinta-feira, quando o tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) para a ex-Iugoslávia decidiu que não houve violação de seu direito a um julgamento justo.

O julgamento de Karadzic por crimes de guerra durante o conflito da Bósnia entre 1992-95 deve ser retomado na próxima terça-feira, mas ele apresentou um pedido na semana passada pela suspensão do processo, alegando ter sido negado a ele o direito de contestar as provas da acusação.

"A câmara não está convencida de que houve qualquer violação do direito do acusado de um julgamento justo que possa justificar uma suspensão do julgamento", disse em comunicado o Tribunal Penal Internacional da ONU para a antiga Iugoslávia.

Karadzic alegou que a decisão do tribunal, que o impediu de contestar a declaração de testemunhas dadas em casos anteriores, violou seus direitos, mas a Corte disse que ele seguirá tendo "ampla oportunidade" de refutar as provas de acusação.

Durante seu discurso no mês passado, Karadzic negou envolvimento no cerco de quatro anos a Sarajevo por forças sérvias, onde 10 mil pessoas foram assassinadas, e a morte de mais de 8 mil bósnio-muçulmanos em Srebrenica, em 1995.

Karadzic boicotou o início de seu julgamento no ano passado e tem tentado por diversas vezes atrasar os procedimentos para preparar sua defesa.

Ele nega todas as 11 acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e violação de leis de guerra.

(Reportagem de Aaron Gray-Block)

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