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10/04/2010 - 14h32

FHC acusa governo Lula de abusar do marketing

BRASÍLIA (Reuters) - Ao discursar durante o lançamento neste sábado da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República pelo PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu sua gestão e disse que o governo Lula usa o marketing para mascarar a falta de realizações.

Ele disse que, apesar da propaganda oficial, não conseguiu ainda ver obras como a transposição do rio São Francisco, a construção de casas, o desenvolvimento do biodiesel e a melhoria da infraestrutura nacional saírem do papel. Segundo o ex-presidente, tudo isso será construído nos próximos anos "na velocidade tucana".

Serra lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro, seguido pela petista Dilma Rousseff, cuja candidatura foi lançada em fevereiro.

"Vamos querer um Brasil que, ao olhar para o passado, o difama e ao olhar para o presente transforma tudo em marketing ou vamos querer um Brasil que construa o futuro?", discursou Fernando Henrique para um auditório de cerca de 4.000 pessoas.

Alvo de críticas recorrentes de governistas, Fernando Henrique Cardoso defendeu seu governo. "Não somos daqueles que cospem nos pratos que os brasileiros estão usando... vamos consolidar, vamos fazer mais", afirmou.

Ressaltando a história política de Serra, FHC criticou a "arrogância" e a "autoconfiança ilimitada" dos integrantes do governo Lula.

"O Brasil do Serra vai ser da decência, do respeito à lei."

FHC, que não compareceu à despedida de Serra do governo paulista no início do mês, não foi escondido pela organização do evento deste sábado. Ele não só teve direito à palavra, como foi exaustivamente fotografado pelo público levantando o braço direito de Serra.

Os presidentes dos partidos que sustentam a candidatura de Serra --PSDB, DEM e PPS-- também fizeram ataques ao governo.

Ressaltando a biografia política de Serra, que foi ministro, governador de São Paulo e parlamentar, os líderes partidários disseram que Dilma é uma candidata "fabricada" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Serra não é um improviso", frisou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

O tucano também rebateu as declarações de Dilma e Lula de que o governo atual é responsável pelos avanços do país.

"Ninguém salvou o Brasil coisa nenhuma", disse. "O sucesso do Brasil é de todos nós."

Eles também alertaram para o que chamaram de risco à democracia com a perpetuação do PT no poder.

"O que nos preocupa são os riscos que a natureza dos nossos adversários impõem às próprias instituições democráticas", afirmou Rodrigo Maia, presidente do DEM.

Já o presidente do PPS, Roberto Freire, criticou a visão "totalizante" de Dilma. "Estamos assistindo a uma pregação de um Estado forte", disse, acrescentando que a candidata governista não terá a ousadia para implementar as mudanças que o Brasil demanda.

"O governo Lula optou por administrar a pobreza, e não construir uma política para a superação da pobreza", acrescentou o presidente do DEM.

(Reportagem de Fernando Exman, Natuza Nery, Maria Carolina Marcello e Bruno Peres)

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