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10/04/2010 - 17h48

Lula ironiza slogan de Serra e diz que faz "muito mais"

SÃO BERNARDO DO CAMPO (Reuters) - Críticas duras à oposição e ironia ao slogan de campanha tucano marcaram os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata à sucessão, Dilma Rousseff (PT), em evento que concorreu com o anúncio oficial de José Serra à disputa presidencial neste sábado.

"Quando eles falam 'O Brasil pode mais', nós falamos: 'nós fazemos mais, nós fazemos muito mais'", discursou Lula, referindo-se ao lema de Serra em sua despedida do governo paulista e repetida nesta tarde no lançamento de sua pré-candidatura, em Brasília.

"Eles querem e nós fazemos. Essa é a diferença substancial", disse o presidente.

O evento em São Bernardo do Campo, berço político de Lula, foi organizado pelas centrais sindicais do ABC paulista e reuniu outros nomes importantes do PT, como o senador Aloizio Mercadante, provável candidato da legenda ao governo de São Paulo, e a ex-prefeita Marta Suplicy, que deverá disputar uma vaga ao Senado.

No evento, a pré-candidata petista também zombou do slogan tucano, ao afirmar que "esse país pode mais porque nós fizemos com que ele pudesse mais."

Os discursos de Lula e Dilma também tiveram críticas duras à política de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso e defendidas pelo ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em seu discurso no lançamento de Serra.

"O momento auspicioso... foi quando o ex-governador de Minas falou que é preciso reforçar as privatizações, disse Lula, seguido de vaias dos sindicalistas. "Foi o maior aplauso na festa deles. Eu sinceramente não quero estes aplausos".

"Se não fosse o Banco do Brasil, a CEF, o BNDES, nós teríamos sucumbido durante a crise no ano passado".

Já Dilma referiu-se às privatizações ao afirmar que não deixaria que o "patrimônio nacional... seja dilapidado e partido em pedaços."

"Não vou destruir o Estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente", disse, voltando a chamar a oposição de "viúvas da estagnação".

O presidente aproveitou também para esclarecer uma declaração feita na quinta-feira, quando criticou a judicialização da política. Ele já foi multado duas vezes pela Justiça Eleitoral acusado de propaganda eleitoral antecipada.

"Eu fui mal interpretado... Eu fiz uma crítica aos partidos políticos que não estabelecem uma legislação eleitoral definitiva para não permitir que a gente fique condenado à interpretação dos juízes de uma lei equivocada".

Sobre o favoritismo de Dilma, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Serra, Lula descartou salto-alto na campanha e afirmou que não haverá descanso até outubro "para matar as coisas logo no primeiro-turno." Na quinta-feira, ele havia pregado o favoritismo de Dilma.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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