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10/04/2010 - 13h00

Oito morrem em protestos contra governo na Tailândia

Por Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - Tropas tailandesas dispararam neste sábado balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes, que responderam com granadas e bombas de gasolina, no maior confronto desde o início dos protestos de rua pedindo novas eleições. As revoltas já duram um mês.

Quatro civis e quatro soldados foram mortos, disse a vice-governadora de Bangkok, sem dar detalhes. Malinee Sukavrejworakit também afirmou que 242 pessoas estão feridas.

Os conflitos ocorriam perto da ponte Phan Fah e da avenida Rajdumnoen no bairro antigo de Bangcoc, a base do protesto e próximo dos edifícios do governo e do quartel-general local da ONU (Organização das Nações Unidas).

Centenas de manifestantes "camisas vermelhas" também forçaram a entrada em gabinetes governamentais em duas cidades do norte, aumentando o risco de um grande levante contra o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.

"Estamos mudando nossa exigência de dissolução do Parlamento em 15 dias para dissolução do Parlamento imediatamente", afirmou o líder do protesto, Veera Musikapong, aos manifestantes. "E pedimos que Abhisit saia do país imediatamente."

Após horas de violência, porém, o porta-voz do Exército Sansern Kaewkamnerd disse que as tropas recuariam para o bairro antigo de Bangkok. "Se isso continuar, se o exército responder aos camisas vermelhas, a violência vai aumentar".

Ele pediu que os manifestantes, com granadas M79 e bombas de petróleo, fizessem o mesmo, e disse que alguns portavam armas. Um líder dos camisas vermelhas pediu que os manifestantes recuem aos principais pontos do protesto.

As tropas prepararam duas grandes ofensivas contra manifestantes na região da ponte Phan Fah e da avenida Rajdumnoen. Em ambas as vezes, os soldados dispararam balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes, que se reagruparam ao anoitecer enquanto as forças de segurança ganhavam reforços.

Uma ofensiva durante a tarde encerrou, com muitos feridos, um tenso impasse. Quando anoiteceu, as tropas abriram fogo novamente com balas de borracha a cerca de 500 metros de um cruzamento que leva à famosa região turística da avenida Khao San.

"Tememos uma sabotagem dos camisas vermelhas, então estamos reforçando tropas na avenida Rajdumnoen e na região para assegurar que a situação não fique fora de controle", afirmou à Reuters o porta-voz do Exército, Sansern Kaewkamnerd.

Dezenas de milhares de pessoas também permaneceram no principal bairro comercial de Bangcoc, um trecho com lojas luxuosas de departamento e hotéis cinco estrelas tomado há uma semana pelos camisas vermelhas.

O governo declarou estado de emergência em Bangcoc na quarta-feira para controlar os protestos, após os manifestantes terem invadido as dependências do Parlamento, forçando algumas autoridades, incluindo o vice-primeiro-ministro, a fugir de helicóptero.

O humilhante fracasso das forças de segurança em impedir os manifestantes de sitiar o Parlamento e uma estação de satélite após dois dias levantou dúvidas sobre a competência e a lealdade das forças armadas tailandesas.

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