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12/04/2010 - 16h07

Acordo de Copenhague para o clima deve enfrentar novas batalhas

Por Alister Doyle e Gerard Wynn

BONN/LONDRES (Reuters) - Delegados de 175 países concordaram com mais duas sessões extras de negociações sobre o controle do clima ainda este ano ao final de uma reunião cheia de idas e vindas em Bonn, pressagiando grandes batalhas à frente por causa do Acordo de Copenhague.

O Acordo de Copenhague visa limitar o aumento da temperatura média mundial em menos de 2 graus Celsius em comparação com o período pré-industrial, mas não especifica como.

Formulado na cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro, o acordo teve forte apoio de Washington e foi duramente criticado por alguns países em desenvolvimento, embora também preveja 100 bilhões de dólares anuais de ajuda climática a partir de 2020.

"Esse processo tem grandes problemas", disse Annie Petsonk, do Fundo de Defesa Ambiental, com sede nos EUA, ao final da reunião em Bonn.

O encontro estava programado para ser encerrado no domingo, mas os delegados entraram noite adentro redigindo um plano de duas páginas para guiar as negociações, com várias horas gastas na discussão da terminologia do que pareciam ser frases incontestáveis.

O texto final evitou um dos maiores problemas - o destino do Acordo de Copenhague. A cúpula de dezembro decepcionou muitos por não conseguir produzir um tratado vinculante.

Margaret Mukahanana-Sangarwe, do Zimbábue, que presidiu as conversações da ONU e redigirá os novos textos preliminares até 17 de maio, afirmou que a redação tinha uma "ambiguidade construtiva...para mim ela parece cobrir o trabalho feito para produzir o Acordo de Copenhague".

O acordo tem o apoio de quase 120 dos 194 Estados membros, incluindo os principais emissores: China, EUA, União Europeia, Rússia e Índia.

O documento enfrenta a oposição de países como Bolívia, Cuba, Sudão, Arábia Saudita e Venezuela.

Alguns países em desenvolvimento reclamaram que as nações ricas prometeram medidas insuficientes no acordo para evitar o desastre a milhões de pessoas em decorrência de enchentes, secas, ondas de calor e elevação no nível das marés.

Por outro lado, a Arábia Saudita teme a mudança do petróleo para as energias renováveis.

A Bolívia alegou que a reunião de Bonn descartou o Acordo de Copenhague das negociações que culminarão num encontro ministerial no México em novembro e dezembro.

"Apesar das tentativas contínuas dos EUA de fazer do completamente inaceitável Acordo de Copenhague a base para negociações futuras, estou satisfeito em dizer que eles fracassaram", disse Pablo Solon, principal delegado da Bolívia.

A maior autoridade da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse não esperar uma mudança radical para fechar um tratado novo no México.

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