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12/04/2010 - 17h15

Polônia busca preencher postos-chave após desastre de avião

Por Adrian Krajewski e Gareth Jones

VARSÓVIA (Reuters) - A Polônia movimentava-se nesta segunda-feira para preencher os postos-chave do governo depois que um acidente de avião no oeste da Rússia matou no fim de semana o presidente Lech Kaczynski e dezenas de autoridades importantes, deixando o país em luto.

Investigadores russos encontraram o corpo da mulher de Kaczynski, Maria, depois que o caixão do presidente já havia voltado para Varsóvia no domingo, onde foi ladeado por flores, velas e bandeiras nacionais vermelhas e brancas. Os restos de apenas um quarto das 96 vítimas, no entanto, haviam sido identificados.

Viajando num antigo avião russo Tupolev, Kaczynski e uma entourage de líderes militares, membros da oposição e o presidente do Banco Central morreram depois que a aeronave caiu em meio a um forte nevoeiro após bater no topo das árvores perto do aeroporto de Smolensk, no sábado.

A Rússia disse que o piloto ignorou o alerta dos controladores do tráfego aéreo para não pousar e alguns veículos de comunicação especularam que o próprio Kaczynski teria ordenado a aterrissagem em Smolensk, mas o procurador-geral da Polônia afirmou que no momento não havia evidência que apoiasse essa conclusão.

As mortes são um enorme golpe à elite política e militar, mas o acidente não representa uma ameaça à estabilidade no país de 38 milhões de pessoas, que está ancorado firmemente na União Europeia e na aliança da Otan, liderada pelos EUA.

Embora o presidente tenha poder de vetar leis na Polônia, é o governo, liderado pelo primeiro-ministro Donald Tusk, que decide a política. Três vice-ministros do governo estavam a bordo do avião.

"Apesar da terrível perda para a Polônia, o impacto sobre as principais variáveis econômicas deve permanecer limitado especialmente dada a estabilidade da economia polonesa", disseram economistas da Unicredit em uma nota.

O presidente em exercício Bronislaw Komorowski -- membro do partido Plataforma Cívica (PO), favorito para vencer Kaczynski numa eleição planejada para outubro -- afirmou na segunda-feira que havia preenchido postos importantes na chancelaria do presidente, boa parte da qual despareceu com o acidente.

"A primeira tarefa que vou estabelecer para o novo chefe do Bureau de Segurança Nacional (BBN) é uma revisão nas regras de viagem de oficiais militares do alto escalão", disse ele a jornalistas.

Kaczynski, combativo nacionalista conhecido por sua desconfiança frente à UE e à Rússia, estava viajando para marcar o 70o aniversário do massacre de oficiais poloneses pela polícia secreta soviética NKVD na floresta de Katyn.

O vice-primeiro-ministro russo, Sergei Ivanov, disse que as duas caixas-pretas foram resgatadas nos destroços e estavam sendo decodificadas.

(Reportagem adicional de Conor Sweeney, em Moscou, e de Chris Borowski, em Varsóvia)

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