UOL Notícias Notícias
 

12/04/2010 - 19h09

Rio promete acelerar reassentamentos; buscas seguem em Niterói

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Enquanto equipes de resgate continuavam nesta segunda-feira a procura por vítimas das chuvas da semana passada no Estado do Rio de Janeiro, autoridades detalharam um projeto para reassentar milhares de pessoas afetadas pelas tragédia que deixou ao menos 231 mortos.

Sete dias após o início das chuvas no Estado, familiares e vizinhos ainda acompanhavam ansiosos os trabalhos dos bombeiros no Morro do Bumba, em Niterói, onde até 50 pessoas ainda podem estar soterradas após o deslizamento que derrubou dezenas de casas construídas numa área construída sobre um lixão na quarta-feira à noite.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, apresentaram os planos para a construção de 2.000 a 2.500 casas populares para as vítimas das fortes chuvas. As novas moradias serão construídas no terreno do antigo presídio da Frei Caneca, no centro da cidade, implodido no mês passado.

"Estamos nos esforçando para que as obras comecem já em 90 dias", disse Cabral a jornalistas ao visitar o terreno do antigo presídio.

De acordo com a prefeitura do Rio, moradores das comunidades Fogueteiro e Morro dos Prazeres, onde um outro deslizamento deixou 28 mortos, serão os primeiros beneficiados com as novas casas. Ao todo 8 mil moradores de oito favelas em áreas de risco ou que perderam suas casas com as chuvas serão reassentados.

Dados da Defesa Civil estadual apontam que mais de 11 mil pessoas ficaram desabrigadas como consequência das chuvas, enquanto outras 60 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em áreas de risco.

"A prefeitura vai pagar o aluguel social para aquelas pessoas que estão sendo removidas e ainda vai arcar com o financiamento desse projeto que terá apoio da Caixa Econômica Federal", disse Paes.

Durante o fim de semana, Cabral anunciou que o plano de ajuste fiscal estadual viabilizaria um orçamento de 1 bilhão de reais para a remoção de famílias e a construção de novas moradias no Estado. Um plano diretor de remoção também foi criado para estabelecer critérios para a remoção de moradores de áreas de risco.

AJUDA DO PAPA

No Morro do Bumba, continuavam os trabalhos de resgate aos desaparecidos que poderiam estar soterrados após o deslizamento da encosta. Só no local foram encontrados 39 corpos do total de 146 mortos na cidade.

Em São Gonçalo, município vizinho de Niterói onde morreram 16 pessoas, um hospital de campanha do Exército começou a funcionar para atender as vítimas das chuvas.

"Os moradores que sofreram com as enchentes podem sofrer problemas de pele, leptospirose e diarreia como consequência. Estamos aqui para ajudar nesse momento específico depois das enchentes", disse a major Simone Moura, responsável pelo hospital montado no bairro Jardim Catarina.

A arquidiocese do Rio informou também nesta segunda que o papa Bento 16 destinou uma doação de 50 mil dólares "àqueles que foram atingidos pelos deslizamentos provocados pela chuva torrencial que devastou algumas favelas na cidade do Rio de Janeiro".

O valor é o mesmo prometido pelos EUA para ajudar às vítimas da tragédia. O governo federal informou na semana passada que vai destinar 200 milhões de reais ao Estado do Rio para ajudar na reconstrução das cidades afetadas pelas chuvas.

(Por Rodrigo Viga Gaier; com reportagem da Reuters TV; Texto de Pedro Fonseca)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host