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12/04/2010 - 18h00

Serra e Marina comentam declaração polêmica de Dilma

SÃO PAULO (Reuters) - Declaração da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, interpretada como crítica aos exilados da ditadura militar, gerou controvérsia entre seus concorrentes à sucessão.

No sábado, durante evento no ABC paulista ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma disse que em situações difíceis, pode "apanhar, sofrer, ser maltratada", mas não foge e não tem medo da luta.

O discurso foi entendido como uma tentativa de atingir o pré-candidato PSDB, José Serra, que deixou o Brasil rumo ao Chile durante a ditadura (1964-1985), quando era líder estudantil. Nos anos 70, Dilma, ativista da luta armada, foi presa e torturada.

Em entrevista à rádio Jovem Pan de São Paulo nesta segunda-feira, Serra criticou a fala da ex-ministra.

"Foi um escorregão. Não me senti pessoalmente agredido", disse Serra.

O ex-governador deu como exemplo outros opositores do regime que deixaram o país naquela época: Leonel Brizola (que chamou de "chefe de Dilma", ambos do PDT), Miguel Arraes e Marco Aurélio Garcia, assessor do presidente Lula e coordenador do programa da petista.

"Muita gente boa e importante que não tinha condição de ficar no Brasil", explicou Serra.

A senadora Marina Silva (PV-AC), também pré-candidata à Presidência, disse que os exilados não são fugitivos.

"Não são fujões. Todos aqueles que saíram do Brasil não fugiram. Fizeram um ato de legítima defesa de sua vida, porque é assim que cada pessoa faz quando se sente ameaçada", afirmou a senadora após participar de debate sobre meio ambiente em São Paulo.

Para ela, alguns exilados, como o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), trouxeram na volta a luta pelo meio ambiente ao país.

Nesta manhã, Dilma afirmou que é má-fé entender que seu discurso pretendeu criticar os exilados. A declaração foi postada no microblog twitter, em que estreou na véspera.

"De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros. Grandes amigos meus corajosos e valorosos só tiveram uma saída na ditadura, se exilar. Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má-fé."

(Reportagem de Carmen Munari)

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