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19/04/2010 - 09h35

Impacto econômico ultrapassa o do 11 de setembro, diz associação internacional da aviação

Tim Hephner
Em Paris

A Iata, associação internacional da aviação comercial, criticou na segunda-feira a reação da Europa contra a nuvem de cinza vulcânica e pediu medidas urgentes para a reabertura do espaço aéreo do continente, cuja interdição causa um prejuízo diário de 250 milhões de dólares por dia para as empresas desde quinta-feira passada.

Giovanni Bisignani, da Iata, disse que as autoridades aéreas "perderam oportunidades de voar com segurança".

"Este vulcão (expelindo cinzas na Islândia) paralisou o setor aéreo, primeiro na Europa, e agora está tendo implicações mundiais. A escala do impacto econômico já é maior do que no 11 de Setembro (de 2001), quando o espaço aéreo dos EUA foi fechado por três dias."

Em entrevista coletiva em Paris, ele criticou a proibição generalizada de voos e defendeu "formas de flexibilizar o espaço aéreo, passo a passo".

Ministros europeus de Transportes devem discutir o problema a partir das 10h (hora de Brasília). A agência de controle aéreo Eurocontrol disse na segunda-feira que 8.000 a 9.000 voos devem operar durante o dia na Europa, o que representa apenas 30 por cento do normal. No fim de semana, menos de 25 por cento dos voos operaram. Desde quinta-feira, ao menos 63 mil foram cancelados.

A Áustria abriu seus aeroportos na segunda-feira. A Itália chegou a reabrir o espaço aéreo no norte do país, mas rapidamente recuou.

A nuvem vulcânica originária da Islândia impede milhões de passageiros de decolarem, e prejudica também o comércio exterior. Na Grã-Bretanha, muitas empresas disseram que seus funcionários que foram viajar ao exterior na Páscoa não conseguiram voltar, e hospitais anunciaram o cancelamento de cirurgias devido à ausência de médicos.

O Met Office (departamento meteorológico) britânico divulgou um gráfico prevendo pouca movimentação da nuvem de cinzas sobre a Europa nos próximos três ou quatro dias, mas prevendo que ela poderia se dirigir para a costa leste da América do Norte.

A cinza vulcânica, abrasiva, pode arranhar superfícies aerodinâmicas e afetar motores, sistemas eletrônicos e parabrisas.

O Departamento Meteorológico da Islândia disse que a erupção do vulcão sob a geleira Eyjafjallaokull causou novos tremores na segunda-feira na região, mas que a coluna de cinzas já desceu para cerca de 2 quilômetros de altura, após chegar a até 11 quilômetros na semana passada.

Os transtornos afetam também voos dos EUA e da Ásia para a Europa. Na Rússia, os aeroportos continuam abertos, mas os voos para a América do Norte estão sendo redirecionados para passarem sobre o polo Norte.

(Reportagem adicional das redações de Londres, Genebra, Dublin, Paris, Amsterdã, Bruxelas, Reykjavik, Washington, Frankfurt e Berlim)

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