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19/04/2010 - 10h55

Número de mortos por terremoto chega a quase 2 mil na China

Por Royston Chan

YUSHU, China (Reuters) - O número oficial de mortos do terremoto que atingiu uma região remota tibetana, na semana passada, chegou a 1.944 nesta segunda-feira, mas equipes de resgate socorreram mais dois sobreviventes que ficaram soterrados sob os escombros durante mais de 100 horas.

Outras 216 pessoas estão na lista de desaparecidos depois que o tremor atingiu a região na quarta-feira, informou a agência oficial de notícias Xinhua. As operações de resgate na cidade destruída de Gyegu, município de Yushu, na província de Qinghai, estão sendo reduzidas para concentrar os esforços na distribuição de assistência humanitária.

Barracas, alimentos e água estavam sendo entregues às vítimas do terremoto na sede do governo municipal de Gyegu e em outras partes da região montanhosa.

O presidente Hu Jintao visitou a região de Yushu durante o final de semana para demonstrar solidariedade aos sobreviventes e avaliar a distribuição da ajuda humanitária. Hu prometeu construir casas e escolas, e fez um apelo para que as equipes continuassem a resgatar possíveis sobreviventes.

Em momentos raros de esperança, membros da equipe de resgate retiraram duas pessoas vivas de um prédio destruído depois de passarem 123 horas presas debaixo dos destroços, disse a televisão estatal.

A Sociedade da Cruz Vermelha taiuanesa enviou uma equipe médica de 20 pessoas a Qinghai no domingo para prestar assistência aos sobreviventes, informou um porta-voz da Cruz Vermelha na segunda-feira.

Muitas barracas foram montadas na cidade, inclusive na praça principal de Gyegu, um campo esportivo e uma pista de corrida de cavalos. Tropas militares e monges budistas estão fornecendo refeições às vítimas e equipes médicas estão disponíveis.

"Esperamos que eles (o governo) consigam nos fornecer alimentos e roupas", disse Sunoa Jianxi, uma tibetana, maioria do povo de Yushu.

"Se o governo puder tomar conta de nós, então poderemos viver um pouco melhor do que antes", disse a sobrevivente de 33 anos.

As severas condições no planalto tibetano -- Gyegu está a cerca de 4 mil metros acima do nível do mar -- significa que o trabalho de reconstrução é urgente. Temperaturas chegam a níveis abaixo de zero durante a noite e ventos fortes são frequentes. A previsão para os próximos dias é de frio e neve.

Um sobrevivente de etnia han, Zhang Zhaojun, casado com uma mulher tibetana, disse que a assistência do governo é esporádica.

O homem de 30 anos e sua família havia recebido apenas uma barraca no domingo. "A vida pode ser muito difícil. Todas as casas foram destruídas e não temos meios econômicos para nos sustentar. Não temos nada. É muito difícil para nós", disse ele, que vive da colheita e venda de ervas tibetanas.

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