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24/04/2010 - 17h53

Sem Lula, Dilma alfineta PSDB e prega renovação em SP

SÃO PAULO (Reuters) - Em ritmo sertanejo, a música canta: "Vem Dilma, vem, mostrar o que você aprendeu com esse cabra valente," seguida de aplausos. "Ela aprendeu com ele, ela é documento. Eu faço como Lula, eu vou com ela."

Com um novo jingle, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi recebida por partidários paulistas neste sábado em uma rara aparição sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em São Paulo para a apresentação dos nomes de Aloizio Mercadante e Marta Suplicy para a disputa ao governo paulista e ao Senado, respectivamente, Dilma usou seu discurso para alfinetar o PSDB, que há 15 anos comanda o Estado, e reformular o slogan "O Brasil pode mais" da pré-candidatura tucana à Presidência.

"São Paulo merece mais. São Paulo merece esse novo jeito de governar," discursou Dilma aos partidários, em referência ao mote usado por José Serra (PSDB), seu principal oponente na corrida presidencial, e que por várias vezes já foi ironizado publicamente por Lula.

Para ela, ambos têm um "desafio enorme para cumprir" e disparou contra "o mesmo grupo político que governa o Estado desde 1983."

"Eu acho que poucas vezes São Paulo vai ver uma chapa tão qualificada quanto com a Marta e o Mercadante," disse. "Esse governo (PSDB) não preparou São Paulo para o futuro."

Presença aguardada no evento, Lula se ausentou por razões pessoais, mas enviou uma carta, lida pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), na qual afirmou que o momento é "histórico para o PT, o Brasil e o Estado de São Paulo" e que será "militante desta campanha que já começa vitoriosa."

Discursando antes de Dilma, Marta afirmou que a "eleição vai ser decidida aqui (em São Paulo)" e levantou a bandeira das mulheres na política.

"Diziam que Lula só tinha experiência política, mas nenhuma administrativa. Agora vão dizer que a Dilma é administradora, mas não tem experiência política. Eu conheço esse discurso," afirmou. "Só não ousaram dizer que era mulher. Porque aí já era demais."

"Não vem porque não tem. Nós vamos colocar a primeira mulher como presidente da República."

O jingle apresentado nesta tarde, que reforça o trabalho de atrelar a imagem de Dilma à de Lula e que, segundo a organização, não é oficial, também bate nesta tecla. "É diferente porque é mulher," canta parte da letra.

Último a discursar, Mercadante também exaltou Dilma, a quem chamou de "presidenta" e foi duro nas críticas a Serra, especialmente sobre o episódio da greve dos professores.

"Vivemos numa democracia, onde as pessoas têm direito de se manifestar," disse. "Uma categoria como a dos professores não pode ser tratada com borrachadas!"

(Reportagem de Hugo Bachega; Edição de Aluísio Alves)

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