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27/04/2010 - 14h09

Dilma quer Ciro Gomes de volta e mais próximo

BRASÍLIA (Reuters) - Ao mesmo tempo em que evitou nesta terça-feira a polêmica gerada pelas declarações do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que quer uma reaproximação com o parlamentar.

Depois que o PSB demonstrou disposição de não ter candidato próprio à sucessão presidencial, o que será anunciado nesta tarde, Ciro Gomes passou a lançar farpas contra Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mesmo tempo em que elogiou o pré-candidato José Serra (PSDB), de quem é inimigo político.

"Não vou responder ao deputado Ciro Gomes. O deputado Ciro Gomes sempre esteve ao nosso lado, espero que ele volte a estar de uma forma mais próxima agora", disse Dilma a jornalistas antes de participar de um evento promovido pelo sindicato dos caminhoneiros.

"Para mim, o Ciro sempre foi um apoio", resumiu. Em terceiro lugar, o deputado tem 9 por cento de intenção de voto na mais recente pesquisa Datafolha.

Nesta terça, estava programado que Serra estaria na Bahia, visitando as cidades de Alagoinhas e Feira de Santana.

CONTRA MINISTÉRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA

A petista criticou a ideia de Serra de criar um ministério para cuidar especificamente dos problemas de segurança pública do país. Trata-se de proposta de sua campanha presidencial de 2002 que foi repetida na segunda-feira.

"Não vejo muito a importância disso. Agora, acho que o foco em segurança pública é muito importante", comentou.

A ex-ministra da Casa Civil disse que tem o que mostrar ao eleitorado nos debates sobre o tema. Argumentou, por exemplo, que o governo federal criou a Força Nacional de Segurança Pública, investiu na Polícia Federal e criou uma política penitenciária que separou os chefes do crime organizado dos demais presos.

Durante o evento que participou, Dilma voltou a culpar os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) pelos gargalos no setor de infraestrutura, acrescentando que os tucanos representam o "atraso e a estagnação".

"O Brasil precisa impedir aquela política de roda presa... que colocou o país no acostamento", pontuou, direcionando seu discurso aos caminhoneiros, público do congresso.

"Vamos pavimentar juntos estradas da vida e não da morte... queremos manter a rota junto com vocês."

Ela defendeu a criação de programas de crédito facilitado para a renovação da frota do país, e lembrou que o governo Lula investiu para recuperar, sinalizar e construir estradas.

(Reportagem de Fernando Exman)

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