UOL Notícias Notícias
 

27/04/2010 - 11h21

Liberal Democrata admite coalizão com trabalhistas, sem Brown

Por Mohammed Abbas

LONDRES (Reuters) - O líder do terceiro maior partido britânico, que pode se tornar o fiel da balança nas eleições da semana que vem, disse nesta terça-feira estar aberto a uma coalizão com o Partido Trabalhista, mas não sob o comando do atual primeiro-ministro, Gordon Brown.

As pesquisas indicam que, pela primeira vez desde 1974, nenhum partido fará maioria absoluta nas eleições do dia 6 -- um resultado que os partidos Trabalhista e Conservador, os dois maiores, estão desesperados para evitar.

Mas o resultado inconclusivo seria uma dádiva para os liberais democratas, um partido centrista, tradicionalmente coadjuvante nas campanhas eleitorais, mas que desta vez aparece em segundo lugar em algumas pesquisas. Analistas dizem que é mais provável uma coalizão dos "lib dems" com os trabalhistas (centro-esquerda) do que com os conservadores.

Mas, no fim de semana, Nick Clegg, candidato liberal-democrata a primeiro-ministro, sugeriu que rejeitaria os trabalhistas se estes ficassem em terceiro lugar na votação geral.

Por causa do sistema britânico de votação distrital, os trabalhistas tendem a formar uma bancada maior que a dos liberais democratas e talvez maior mesmo que a dos conservadores, mesmo tendo menos votos em nível nacional.

Falando na terça-feira à rádio BBC, Clegg sinalizou que não aceita Brown como premiê, mas não descartou uma aliança com os trabalhistas, no poder desde 1997.

"Acho que muita gente... consideraria um pouco peculiar que alguém possa permanecer no número 10 (da rua Downing, residência oficial do premiê), embora tenham ficado em último em termos de votos depositados", afirmou.

David Cameron, líder dos conservadores, vem tentando segurar a "onda Clegg" com o argumento de que votar nele seria deixar Brown como premiê.

Os liberal-democratas vêm dizendo que irão trabalhar com qualquer partido que obtiver o maior mandato popular -- segundo as pesquisas, será o Partido Conservador, embora sua vantagem venha diminuindo nos últimos meses.

Os conservadores pedem aos seus eleitores que lhes deem uma vitória decisiva, que impeça um "parlamento travado", sem maiorias absolutas. Eles alegam que isso preocuparia os mercados financeiros, que esperam medidas urgentes contra um déficit público que supera 11 por cento do PIB.

(Reportagem adicional de Jodie Ginsberg)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,40
    3,279
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,95
    63.257,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host