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27/04/2010 - 21h33

Líderes do governo tentam manter reajuste de aposentados em 7%

BRASÍLIA (Reuters) - Líderes do governo no Congresso saíram nesta terça-feira de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a difícil missão de tentar limitar o reajuste das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo em 7 por cento.

A matéria deve ser votada nesta quarta pela Câmara, que pode aprovar um aumento acima do que o governo tem se mostrado disponível a bancar.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), contou que a equipe econômica reafirmou sua defesa de manter o índice em 6,14 por cento. Deputados ligados à causa dos aposentados, no entanto, acreditam ter os votos necessários para aprovar uma alta de 7,7 por cento.

O Executivo tem ameaçado vetar um reajuste superior à capacidade de pagamento da Previdência, mas já havia sinalizado que aceitaria um aumento de 7 por cento. Em dezembro, uma medida provisória estabeleceu a alta em 6,14 por cento.

"O número de 7 por cento já foi colocado na mesa", disse Jucá a jornalistas depois da reunião com o presidente Lula e o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

"O Vaccarezza vai tentar um acordo com os líderes em 7 por cento. Se ele conseguir, vamos aqui (Senado) tentar manter o acordo, porque qualquer número acima pode levar ao veto."

Entretanto, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, está confiante num reajuste maior.

"O governo tem medo de a gente (Câmara) aprovar 7,7 por cento e o Senado aprovar mais", disse.

"Não tem como aprovar 7 por cento aqui, porque (os deputados) sabem que no Senado vão aprovar mais... se o Senado aprovar os 7,7 por cento que vamos aprovar, tenho certeza que o Lula sanciona."

O reajuste de 6,14 por cento custaria 6,7 bilhões de reais à União. Um aumento de 7 por cento teria um impacto adicional de 1,1 bilhão de reais, enquanto um aumento de 7,7 por cento geraria mais 600 milhões de reais em despesas para o governo além desses 1,1 bilhão de reais. Os dados são do próprio governo.

"É pouco. Ele (Lula) não vai brigar com os aposentados por 600 milhões de reais", argumentou o deputado Paulo Pereira da Silva.

(Reportagem de Fernando Exman)

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