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28/04/2010 - 10h30

Confronto na Tailândia deixa 16 feridos

Por Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - Um caótico confronto entre manifestantes e forças de segurança em uma autopista na periferia de Bangcoc deixou pelo menos 16 feridos e possivelmente um soldado morto na quarta-feira.

O Exército e a tropa de choque da polícia tentaram interromper um comboio de até 2.000 manifestantes "camisas vermelhas" que haviam saído do centro da capital tailandesa em picapes e motos, desafiando o estado de emergência em vigor.

Cerca de cem manifestantes iam à frente do comboio, investindo contra os soldados, que reagiram com cassetetes, balas de borracha e disparos de munição real para o alto. Alguns "camisas vermelhas" usaram estilingues para atirar pedras e bolas de metal, segundo testemunhas.

Foram três confrontos, que só pararam quando uma tempestade se abateu sobre esse trecho da rodovia Vipawadee-Rangsit, a 40 quilômetros do centro. O trânsito ficou muito congestionado.

Um fotógrafo da Reuters relatou que um soldado foi alvejado através do capacete, e aparentemente morreu. Ele contou que o soldado ferido e pelo menos cinco outros estavam em motos na hora desse tiroteio, e que não ficou claro de onde partiram os disparos.

Um hospital público informou, sem dar detalhes, que pelo menos 18 feridos foram admitidos. O hospital não confirmou a morte do soldado.

Alguns veículos do comboio já deixaram o local, mas alguns manifestantes ainda estão espalhados pela área, e há muitos soldados ao longo da rodovia.

Panitan Wattayagorn disse à Reuters que as forças de segurança ainda tentam retomar o controle da estrada "para devolvê-la ao público".

Com buzinas e cantos, os manifestantes haviam começado o dia entusiasmados, dirigindo-se a um mercado a 50 quilômetros do centro de Bangcoc. Milhares de outros permaneceram no acampamento fortificado dos oposicionistas, no centro.

O novo incidente prolonga o impasse político da Tailândia, depois dos ataques com granadas de quinta-feira passada e do confronto de 10 de abril, que matou 26 pessoas e feriu 900.

A crise opõe uma massa de origem rural, partidária do ex-premiê Thaskin Shinawatra, à dita "elite urbana" que tradicionalmente governa o país. Ela já começa a afetar a economia local, a segunda maior do Sudeste Asiático.

Analistas preveem mais turbulências nas próximas semanas, afetando o crescimento econômico, a confiança do consumidor e a atividade turística, especialmente na capital.

(Reportagem adicional de Adrees Latif e Chalathip Thirasoonthrakul)

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