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28/04/2010 - 08h53

Irã faz nova contra-proposta sobre troca de combustível atômico para evitar sanções da ONU

Sylvia Westall
Em Viena

O Irã fez uma outra contra-proposta para um paralisado acordo com a ONU sobre combustível atômico que tem o objetivo de amenizar as tensões em torno do programa nuclear iraniano. Mas as condições propostas por Teerã seguem sendo consideradas inaceitáveis para as grandes potências, disseram fontes.

A tentativa do Irã é parte de uma campanha contra uma nova rodada de sanções da Organização das Nações Unidas por conta dos trabalhos atômicos da República Islâmica, que potências ocidentais suspeitam ter o objetivo de fabricar armas nucleares, o que o Irã nega.

Grandes potências mundiais fizeram um apelo ao Irã para que aceite um plano da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para entregar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para uma única bomba se purificado em um nível mais elevado-- ao exterior para que seja transformado em um reator para pesquisas médicas.

A proposta, apoiada pelos Estados Unidos, pela França e pela Rússia, tem o objetivo de dar mais tempo a negociações diplomáticas com o Irã.

O Irã concordou em princípio com o acordo em outubro, mas depois exigiu mudanças como uma troca simultânea em solo iraniano, condições que outras partes do acordo consideraram inaceitáveis.

Em reunião com o chefe da AIEA, Yukiya Amano, no domingo, o Irã fez uma nova contra-proposta, mas não tratou diretamente do plano original, disseram fontes com conhecimento das negociações.

O chanceler iraniano Manouchehr Mottaki voltou a propor uma troca em solo iraniano, usando uma quantidade menor de urânio de baixo enriquecimento do que o previsto na proposta da AIEA. Essa quantidade pode ser trocada simultaneamente por metade do equivalente em combustível para o reator, com o restante do combustível vindo depois, disse ele a Amano,

As fontes disseram não estar claro se, sob essa proposta, o urânio de baixo enriquecimento deixará o Irã, condição-chave para o acordo da AIEA.

"De novo eles estão tentando vir com mudanças no acordo de troca. Eles estão tentando ganhar tempo, mas sabem que essas condições não serão aceitas", disse uma fonte.

(Reportagem adicional de Louis Charbonneau na ONU)

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