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02/05/2010 - 11h21

Grécia fecha acordo de resgate, alerta sobre sacrifícios

Por Lefteris Papadimas e Harry Papachristou

ATENAS (Reuters) - A Grécia fechou um acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) que abre as portas para um resgate financeiro de bilhões de euros e que exigirá grandes sacrifícios da população grega, disse o primeiro-ministro George Papandreou neste domingo.

Entre esses sacrifícios está um corte orçamentário de 30 bilhões de euros (40 bilhões de dólares) ao longo de três anos, além de medidas que já haviam sido acordadas e que levarão o déficit do país para abaixo dos limites da UE até 2014.

O governo disse aos gregos, que já foram às ruas protestar contra as medidas de austeridade, que eles têm de escolher entre o resgate e o colapso da economia.

O pacote de ajuda, que deve totalizar 120 bilhões de euros (160 bilhões de dólares) em três anos, representa o primeiro resgate de um membro da zona do euro, de 16 países, e tem o objetivo de combater uma crise de endividamento que abalou os mercados em todo o mundo.

"É um pacote de apoio inédito para um esforço sem precedentes do povo grego", disse Papandreou durante encontro de gabinete transmitido pela TV.

"Esses sacrifícios nos darão tempo para respirar e o tempo que precisamos para fazer grandes mudanças", acrescentou. "Quero dizer aos gregos, de forma bastante honesta, que temos um grande teste pela frente."

O ministro das Finanças, George Papaconstantinou, deu detalhes do acordo antes de ir a um encontro ainda no domingo com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas, na qual o acordo deve receber o apoio formal do grupo.

O tamanho da ajuda deve ser anunciado em Bruxelas, mas ele cobrirá grande parte das necessidades de empréstimos da Grécia para os próximos três anos, disse Papaconstantinou em entrevista coletiva.

"Estamos todos sendo chamados a fazer uma escolha", disse. "A escolha entre o colapso e a salvação. A escolha é entre realizar um plano de três anos bastante ambicioso e difícil de consolidação fiscal, um programa de reformas estruturais... ou o país chegar a um beco sem saída."

Atenas prometeu reduzir seu déficit orçamentário para dentro dos limites da UE de três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, comparado com os 13,6 por cento do ano passado.

Os salários e as aposentadorias do setor público serão congelados nesses três anos, enquanto um fundo criado pela UE e pelo FMI ajudará os bancos gregos. Impostos sobre valor agregado e sobre combustíveis terão forte alta.

Em comunicado, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, recomendou que a Europa ative a ajuda e classificou o pacote de medidas de austeridade como "sólido e de credibilidade".

"Essa ajuda será decisiva para ajudar a Grécia a colocar sua economia de volta nos trilhos e preservar a estabilidade da área do euro", disse Barroso.

A Grécia e os países que a apoiam esperam que o acordo ajude a evitar que a crise se espalhe para outros membros da zona do euro que enfrentam dificuldades, casos de Portugal e Espanha.

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