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04/05/2010 - 11h24

Manifestantes tailandeses rejeitam cronograma eleitoral proposto

Por Chalathip Thirasoonthrakul

BANGCOC (Reuters) - Os manifestantes tailandeses antigoverno criticaram a convocação de eleições para novembro, sinalizando que a crise iniciada há dois meses deve prosseguir e continuar abalando ainda mais a economia local.

Os líderes dos "camisas vermelhas", seguidores do ex-premiê Thaksin Shinawatra, exigiram uma eleição imediata, mas concordaram por unanimidade em entrar num processo de reconciliação proposto na segunda-feira pelo governo.

Vários deles, no entanto, criticaram o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva por querer realizar eleições só em 14 de novembro.

"Desconfiamos do cronograma, que está sob o poder da comissão eleitoral, e não do primeiro-ministro", disse Veera Musikapong, presidente da Frente Unida pela Democracia Contra a Ditadura (nome oficial do movimento), a dezenas de milhares de seguidores no acampamento fortificado dos "camisas vermelhas", num elegante bairro comercial da capital.

A dissolução do Parlamento e a convocação de eleições são as principais reivindicações dos manifestantes, mas o prazo para isso é um fator crucial. Analistas dizem que ambos os lados pretendem estar no poder em setembro, quando ocorrerá uma reforma das forças armadas e a aprovação do orçamento nacional.

Se os seguidores de Thaksin estiverem à frente do país na reforma militar, devem promover grandes mudanças, dizem analistas, inclusive o afastamento de generais aliados à elite monarquista da Tailândia. Simpatizantes do atual governo dizem que isso reduziria o poder da venerada monarquia local.

"Queremos que Abhisit volte até nós com uma data clara de dissolução parlamentar, em vez de uma data de eleição, e vamos nos reunir e voltar a considerar isso", disse à Reuters outro líder dos "camisas vermelhas", Jatuporn Prompan.

O principal índice da bolsa tailandesa fechou o pregão de terça-feira com alta de 4,4 por cento, refletindo a possibilidade de resolução desta crise, que já deixou 27 mortos, abalou a atividade turística e afugentou investimentos estrangeiros.

Os seguidores de Thaksin, um milionário populista deposto por militares em 2006, dizem que Abhisit não tem um mandato popular, pois chegou ao poder numa eleição parlamentar, há 17 meses, estando à frente de uma coalizão que foi montada com ajuda dos militares.

Abhisit anteriormente havia oferecido dissolver o Parlamento em dezembro, um ano antes do final do seu mandato.

(Reportagem adicional de Ambika Ahuja)

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