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04/05/2010 - 17h43

PDG Realty não descarta novas aquisições em 2010 após Agre

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - A construtora e incorporadora PDG Realty não descarta realizar novas aquisições ainda em 2010, afirmou nesta terça-feira o vice-presidente financeiro da incorporadora, Michel Wurman, em entrevista à Reuters.

Na noite de segunda-feira, a PDG anunciou um acordo de troca de ações para assumir o controle da Agre em uma transação avaliada em 2,43 bilhões de reais, criando a maior empresa do setor imobiliário do país.

"Estamos sempre avaliando... Qualquer boa oportunidade é analisada", disse Wurman, que não revelou detalhes quanto ao porte ou atuação de possíveis empresas a serem abordadas.

De acordo com o executivo, o crescimento via aquisições sempre fez parte do plano estratégico da companhia.

"A negociação com a Agre acelerou há cerca de duas semanas, mas já havíamos participado dos processos de incorporação de Abyara e Klabin Segall", disse, destacando que a abordagem foi feita pela PDG por "se sentir atraída pela estrutura interessante" da rival.

Segundo o executivo, a PDG Realty estava interessada na Abyara e na Klabin Segall, que acabaram se juntando à Agra, formando a Agre.

A formação da nova empresa, segundo Wurman, tem por objetivo criar "uma grande plataforma (de imóveis) voltada às classes B e C nas cinco regiões do país".

Ele assinalou que a Agre seguirá concentrada no mercado de incorporação, com foco nas regiões Norte e Nordeste, além de fortalecer as operações em São Paulo, onde a PDG planejava começar a atuar nos segmentos médio e médio-alto ainda neste ano.

Após a aquisição da Agre, os lançamentos da PDG em 2010 devem ficar entre 6,5 bilhões e 7,5 bilhões de reais. Do total, cerca de 90 por cento das unidades serão destinadas às classes média e média baixa, segundo Wurman.

Com isso, a nova companhia ocupará a liderança no setor em termos de lançamentos, superando a estimativa divulgada pela atual segunda colocada, Cyrela, de lançar 5,5 bilhões de reais em 2010.

Para cumprir a meta de lançamentos, contudo, Wurman não vê a necessidade de aumentar o atual banco de terrenos da empresa. Se considerados os ativos de Agre e PDG, o potencial para lançamentos é da ordem de 29 bilhões de reais, enquanto a Cyrela contabiliza um banco de terrenos com vendas potenciais de imóveis que somam 32 bilhões de reais.

"Não será preciso investir em terrenos... Já temos boa parte dentro de casa. O movimento de compra de terrenos vai diminuir muito nos próximos trimestres", afirmou.

Segundo ele, a nova empresa pretende incrementar o volume de lançamentos e aumentar a eficiência operacional.

Questionado sobre uma possível oferta pública de ações para cumprir as metas estabelecidas, Wurman descartou "qualquer necessidade de capitalização externa".

"Temos estrutura para gerar capital dentro da própria empresa. Se for preciso se capitalizar, será por meio de emissão de dívida", assegurou.

Às 16h41, os papéis da PDG mostravam estabilidade. As ações da Agre, por sua vez, tinham queda de 4 por cento. O Ibovespa recuava 3,71 por cento no mesmo horário.

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