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05/05/2010 - 17h27

Estrella: Custo de extração no pré-sal caiu pela metade em 1 ano

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A estimativa de custo de extração do petróleo do pré-sal caiu pela metade ao longo de um ano, de acordo com o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

Segundo ele, no fim de 2008 a estatal montou um grupo para avaliar a viabilização e os custos do pré-sal brasileiro. O grupo de estudos, que se reuniu pela primeira vez em fevereiro de 2009, voltou a se encontrar em fevereiro desse ano e concluiu que os custos do pré-sal, incluindo logística, transporte, afretamento e extração caiu pela metade.

"São as melhores cabeças da Petrobras reunidas que trabalham intensamente numa nova abordagem. O desafio do pré-sal não é uma nova tecnologia. Ele precisa de uma nova de ver as coisas", disse Estrella a jornalistas após participar de evento na Associação Comercail do Rio de Janeiro.

"Isso tudo envolve projeto de poço, de unidade flutuante, concepção de unidade flutuante, número de poços, especificação... O grupo conseguiu reduzir à metade o custo de extração", afirmou o diretor.

Ele não revelou dados ou números sobre essas estimativas de custo alegando que se tratam de informações estratégicas para o desempenho da companhia em um mercado competitivo como o de petróleo.

O executivo afirmou ainda que o grupo vai continuar se reunindo para tentar reduzir ainda mais o custo de extração do pré-sal.

"Estamos botando gás nesse grupo. Reduzir à metade numa primeia avaliação é mais fácil, depois é mais complicado, mas vamos continuar trabalhando nessa linha", declarou o diretor da Petrobras.

ANP

O diretor geral da ANP, Haroldo Lima, presente no mesmo evento, afirmou que na próxima semana a autarquia vai terminar a avaliação sobre o primeiro poço da cessão onerosa da Petrobras.

"Vamos divulgar a estimativa do bloco ANP 1 na semana que vem", declarou a jornalistas.

Lima disse que os resultados preliminares são animadores e que o segundo poço será perfurado em breve.

"É um prospecto muito bom. É dessas bitolas que se ouviu falar aí", declarou ao ser questionado se o poço teria um volume de 20 bilhões de barris e capacidade de recuperação de 10 por cento.

"Vai precisar do segundo (poço) mesmo. Acho difícil esse primeiro poço (já atender a demanda de 5 bilhões de barris)", adicionou ele.

A ANP contratou a Petrobras para buscar até 5 bilhões de barris de petróleo em áreas não licitadas no pré-sal da bacia de Santos, que serão utilizados pela União na capitalização da estatal. A operação ainda depende de aprovação do Congresso e da avaliação de certificadoras sobre as reservas.

Lima disse ainda que desconhece a possibilidade de o Governo colocar em leilão a reserva que seria utilizada na capitalização da estatal.

"Ouvi falar isso pela imprensa. O que o governo federal vai fazer com as descobertas que fazemos cabe ao governo. Nós estamos identificando e dizendo que quantidade tem", finalizou.

Pela idéia original, o governo vai usar as reservas descobertas pela ANP para aumentar o capital da Petrobras em uma operação intermediada por títulos públicos.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Denise Luna)

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