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05/05/2010 - 15h55

EUA combatem vazamento de petróleo sobre e sob a água; 2 mil voluntários se preparam para ajudar na limpeza

Matthew Bigg
Em Venice (EUA)

Um exército de pessoas trabalhava arduamente acima e abaixo da superfície da água no Golfo do México na quarta-feira para deter um vazamento de petróleo e proteger a costa norte-americana em uma dos maiores esforços de contenção de um vazamento já montado.

As equipes dispuseram milhares de vergalhões protetores para bloquear a enorme mancha e usou dispersantes para tentar desintegrar o óleo espesso à medida que a mancha lentamente movia-se perto de populares praias turísticas e áreas férteis de pesca, ameaçando causar uma catástrofe ambiental.

A gigante de energia baseada em Londres BP usou veículos submarinos operados remotamente para fechar um dos três vazamentos do poço atingido, mas o petróleo ainda fluía a uma taxa de 5 mil barris (210 mil galões/795 mil litros) por dia.

Um gigantesco dispositivo de contenção feito em aço que deverá ser colocado sobre o poço do vazamento estava sendo levado ao local na quarta-feira e deverá começar a operar dentro de seis dias, embora ele nunca tenha sido testado nessa profundidade e não há garantias de sucesso.

A BP também começou a instalar um poço auxiliar, mas essa obra poderá levar dois ou três meses.

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"O que pode acontecer aqui será um pouco frustrante no início, mas estou otimista de que encontraremos uma forma de fazer esse trabalho", disse Doug Suttles, diretor operacional da BP, à CNN.

Diversas centenas de barcos aproveitaram um segundo dia consecutivo de maré calma para colocar milhares de varas de contenção e empregar dispersantes; milhares de trabalhadores militares e civis participaram das operações.

Além disso, 2 mil voluntários nas comunidades da costa do Golfo preparam-se para ajudar na limpeza.

As autoridades estavam alertas para a chegada da primeira grande mancha de petróleo em terra, cujo tamanho foi estimado em ao menos 208 quilômetros por 112 quilômetros, e os cientistas monitoravam o impacto sobre os animais e plantas selvagens da região.

"Os riscos representados pelo vazamento de petróleo da BP ao ambiente e à economia da costa do Golfo continuam a crescer", disse o presidente da National Wildlife Federation, Larry Schweiger.

"O petróleo que vemos na superfície da água é apenas parte do problema. Boa parte dele foi afundada por dispersantes e suspensa na coluna de água, apresentando uma grave ameaça aos peixes e aos outros animais e plantas marinhas", disse ele.

As ações da BP permaneciam estáveis na quarta-feira, subindo 0,4 por cento, após quase duas semanas de quedas, que tiraram mais de 32 bilhões de dólares do valor de mercado da companhia. O índice Stoxx Europe 600 de gás e petróleo permanecia estável na quarta-feira.

O vazamento forçou o presidente Barack Obama a suspender os planos de expandir a prospecção de petróleo em alto-mar, divulgados no mês passado em parte para ganhar apoio dos republicanos para a legislação do clima.

A Casa Branca e legisladores dos EUA prometeram revisar uma lei que limita a imputabilidade da BP por receitas perdidas da pesca, do turismo e de outros negócios a 75 milhões de dólares e elevá-la a 10 bilhões de dólares.

O vazamento ainda deve durar semanas ou meses, e ameaça ofuscar o acidente de 1989 com o navio Exxon Valdez no Alasca, pior vazamento de óleo na história dos EUA.

 

 

(Reportagem adicional de Matt Daily em Nova York e Tom Bergin em Londres; Anna Driver e Chris Baltimore em Houston; Tom Brown e Pascal Fletcher em Miami; Michael Peltier em Pensacola; e Richard Cowan em Washington)

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