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05/05/2010 - 19h01

EUA reveem regras em aeroportos após atentado fracassado em NY

Por Jeremy Pelofsky

WASHINGTON (Reuters) - O governo Obama determinou nesta quarta-feira regras mais rígidas para impedir o embarque de passageiros com restrições, depois de um suspeito pelo frustrado atentado de sábado na Times Square ter conseguido entrar num avião que o levaria para Dubai.

As companhias aéreas terão de checar suas listas de passageiros, comparando-as com a lista de pessoas proibidas de embarcar em voos comerciais nos Estados Unidos, num prazo de até duas horas depois de receberem notificações sobre circunstâncias especiais envolvendo determinado suspeito, disse uma fonte do governo.

Antes da mudança, a demora podia ser de até 24 horas, o que permitiu que Faisal Shahzad, um paquistanês naturalizado norte-americano, embarcasse na noite de segunda-feira em um voo da Emirates.

Shahzad comprou a passagem na segunda-feira e embarcou normalmente no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, apesar de já ter sido incluído horas antes na lista de passageiros vetados. As portas do avião já haviam sido fechadas quando agentes migratórios o localizaram e detiveram.

"Como vimos com Faisal Shahzad (...), a empresa aérea é responsável por checar manualmente o nome contra a lista de exclusão aérea dentro de 24 horas", disse a fonte, pedindo anonimato. "Nesse caso, a empresa aparentemente não checou o nome, e o suspeito pôde comprar a passagem e obter o cartão de embarque."

Shahzad, de 30 anos, foi indiciado por dirigir um carro com explosivos caseiros até a movimentada Times Square, em Nova York, na noite de sábado. A bomba não explodiu. O suspeito admitiu seu envolvimento no frustrado atentado e disse ter recebido treinamento em explosivos no Paquistão, segundo documentos judiciais.

No caso que o levou ao aeroporto, as autoridades encontraram uma pistola que ele comprou em março. Na época, Shahzad não estava em nenhuma lista de suspeitos de terrorismo.

Um relatório divulgado na segunda-feira pelo braço investigativo do Congresso concluiu que nos últimos seis anos 91 por cento dos indivíduos que foram mencionados em diversas listas de suspeitos nos EUA e que foram submetidos a avaliações para a compra de armas conseguiram concretizar tais aquisições.

Dados do FBI citados no relatório mostram que apenas 9 por cento das 1.228 solicitações foram negadas, o que gerou um debate entre senadores sobre uma proposta legislativa para impedir que indivíduos incluídos nas listas de observação comprem armas.

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