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05/05/2010 - 10h56

Tempo bom ajuda combate a mancha de petróleo nos EUA

Por Matthew Bigg

VENICE, Estados Unidos (Reuters) - Equipes especializadas correm contra o tempo no golfo do México para tentar aproveitar pelo menos mais um dia de bom tempo na sua luta para conter a crescente mancha de petróleo na região, antes que o vento vire.

Os encarregados da limpeza na costa sul dos EUA tiveram alguns dias de alívio, já que a mancha oriunda de um poço submarino de petróleo, avançando lentamente na direção da costa, continua estacionada em águas por enquanto plácidas.

"Os ventos estão favoráveis a nós, mas na quinta-feira eles começam a ser menos favoráveis", disse o governador da Louisiana, Bobby Jindal, em Nova Orleans.

A empresa BP, dona do poço sob a plataforma marítima que explodiu em 20 de abril, corre para tampar o vazamento de quase 800 mil litros de petróleo por dia, que ameaça a pesca, o turismo e outras atividades.

O acidente reabriu o debate político nos EUA sobre a conveniência da exploração marítima de petróleo, levando o governo a cancelar a autorização para novas atividades de prospecção no golfo do México, uma atividade defendida pela oposição republicana.

As ações da BP se recuperaram parcialmente na terça-feira, com alta de 0,6 por cento, após duas semanas de quedas, que tiraram mais de 32 bilhões de dólares do valor de mercado da companhia. O índice Stoxx Europe 600 de gás e petróleo teve alta de 0,3 por cento na terça-feira.

Já a cotação do petróleo bruto nos EUA sofreu queda de 4 por cento, chegando a 82,44 dólares por barril, num sinal de que os mercados minimizam as ameaças do acidente para a produção e embarque do produto.

A BP espera que um gigantesco dispositivo de contenção, fabricado em aço na localidade de Port Fourchon, na Louisiana, seja embarcado na quarta-feira e comece a operar dentro de seis dias. A peça será instalada sobre o maior dos três vazamentos no leito marítimo, recolhendo o petróleo e levando para a superfície.

A empresa também começou a instalar um poço auxiliar, mas essa obra pode levar dois ou três meses.

Na terça-feira, quase 200 barcos instalaram ou repararam varas ao longo da costa sul dos EUA, colocadas para conter a mancha flutuante de petróleo.

A Guarda Costeira informou que não há relatos de petróleo nas praias e mangues da região, mas autoridades ambientais relataram na terça-feira uma "primeira visão" da mancha perto das ilhas Chandeleur, na Louisiana.

O vazamento ainda deve durar semanas ou meses, e ameaça ofuscar o acidente de 1989 com o navio Exxon Valdez no Alasca, pior vazamento de óleo na história dos EUA.

(Reportagem adicional de Matt Daily em Nova York e Tom Bergin em Londres)

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