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06/05/2010 - 13h10

BCE mantém juro, não anuncia novas medidas para Grécia

Por Sergio Gonçalves e Axel Bugge

LISBOA (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) resistiu nesta quinta-feira à pressão do mercado para conduzir o resgate a países com problemas na zona do euro, dando apenas apoio verbal aos planos fiscais da Grécia e nenhuma nova medida.

O banco manteve a taxa básica de juro da zona do euro no recorde de baixa de 1 por cento pelo 12o mês seguido e ignorou os pedidos de novas injeções de liquidez ou para o uso de sua "opção nuclear", que seria a compra de bônus do governo grego e possivelmente de outros países, para conter a crise.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse que o banco não discutiu a compra de bônus em sua reunião desta quinta-feira.

Questionado sobre se o BCE discutiu compra de bônus do governo, Trichet respondeu: "eu diria que não discutimos essa opção".

Os mercados querem saber se o BCE teria novas ferramentas disponíveis para ajudar a Grécia e analistas dizem que compras de bônus seriam a mais poderosa nesse sentido.

Trichet também disse que a decisão de retirar os requerimentos de garantias para a dívida da Grécia é um reconhecimento da extensão do programa de recuperação econômica do país e descartou a possibilidade de uma moratória.

Na segunda-feira, o BCE mudou suas regras de empréstimo para que agora a dívida grega seja aceita como garantia em empréstimos do banco mesmo se a Fitch e a Moody's seguirem a Standard and Poor's e reduzirem o rating do país para "junk" (nível especulativo).

Trichet não deu indicação de que o banco poderia estar planejando diminuir a retirada progressiva das medidas de estímulo adotadas durante a crise ao acrescentar vencimentos mais longos em suas operações de liquidez.

Ele afirmou que as medidas extraordinárias continuam em vigência para as operações de uma semana e de um mês.

Em relação à operação de três meses, não é intenção do BCE elevar as taxas acima de 1 por cento.

O BCE manteve sua avaliação sobre a economia, dizendo esperar um crescimento em ritmo moderado neste ano, mas ressaltando que ele pode ser irregular e que as incertezas são elevadas.

O aumento das pressões inflacionárias globais ainda não ameaça a estabilidade dos preços na zona do euro, onde elas continuam baixas, disse Trichet.

No entanto, os preços das commodities e países com rápido crescimento estão aumentando as tendências inflacionárias.

"Olhando à frente, as pressões inflacionárias globais estão aumentando, lideradas sobretudo pelos desenvolvimentos de preços nos mercados de commodities e nas regiões de rápido crescimento econômico do mundo, enquanto as pressões de preços domésticas na zona do euro ainda devem continuar contidas", disse.

"Os riscos para a estabilidade dos preços no médio prazo ainda são vistos como amplamente equilibrados."

Ele também reiterou que o BCE vê o atual patamar do juro como apropriado, sugerindo que ele deve continuar estável no curto prazo.

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