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06/05/2010 - 19h21

Grécia e suspeita de erro em NY provocam 5-feira negra nos mercados

SÃO PAULO (Reuters) - Uma onda de aversão ao risco varreu os mercados globais nesta quinta-feira, antes de uma recuperação no final do dia. O temor de que a crise grega contamine outros países da zona do euro e um possível erro de negociação nos Estados Unidos levaram Wall Street a despencar 9 por cento no pior momento do pregão.

O Dow Jones sofreu a maior queda diária em pontos já registrada, o que pode ter sido fruto do possível erro ainda em investigação. O euro tombou para o menor nível em 14 meses frente ao dólar e as commodities desabaram, num "efeito manada" que agitou os pregões mundo afora.

No Brasil, o principal índice da bolsa paulista perdeu mais de 6 por cento na mínima da sessão, enquanto o dólar disparou mais de 5 por cento ante o real com ordens de "stop loss".

"Estamos num grande movimento de venda de risco... Não há nada específico com o Brasil", disse Doug Smith, economista-chefe para as Américas no Standard Chatered Bank, em Nova York. A procura por algum porto seguro turbinou o preço dos títulos do Tesouro dos EUA e do ouro.

Após o fechamento, o Citigroup informou que está investigando um rumor de que uma operação errada feita pelo banco teria detonado a expressiva queda no mercado acionário norte-americano. A Nasdaq também investiga possíveis transações erradas entre 14h40 e 15h (horário local).

Nesta sessão, o Parlamento grego aprovou a lei de austeridade equivalente a 30 bilhões de euros, pré-condição para o socorro costurado por União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI), mas investidores ainda receiam que o país não tenha condições de implementá-lo num cenário de forte inquietação social.

Além disso, existe a ansiedade em torno da Câmara Baixa do Parlamento alemão, que discute na sexta-feira sobre a contribuição do país ao pacote.

A agitação global ofuscou a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e quase reverteu o alívio nas taxas de DI na BM&FBovespa.

A avaliação de economistas é de que o Banco Central mostrou-se mais preocupado com a inflação mas não estressado a ponto de acelerar o ritmo do ciclo de alta da Selic iniciado na semana passada.

(Por Daniela Machado, com reportagem de Silvio Cascione, Rodolfo Barbosa, Paula Arend Laier e José de Castro)

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