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06/05/2010 - 19h14

Paquistanês é sentenciado à morte por atentados em Mumbai

Por Rina Chandran

MUMBAI (Reuters) - Um tribunal indiano sentenciou à morte na quinta-feira o paquistanês Mohammad Ajmal Kasab, de 22 anos, condenado pelo massacre de 166 pessoas em 2008 em Mumbai, incidente que abalou as relações indo-paquistanesas.

Kasab foi o único militante preso com vida ao final de três dias de violência em vários locais do principal centro financeiro da Índia, inclusive dois hotéis de luxo, uma estação de trem e um centro judaico.

O ataque, atribuído ao grupo paquistanês Lashkar-e-Taiba (LeT), levou à paralisação do processo de paz entre Índia e Paquistão. O LeT enfrenta as forças indianas na região da Caxemira desde o começo da década de 1990.

"Ele deve ser enforcado pelo pescoço até que esteja morto", disse o juiz M.L. Tahilyani. Kasab ouviu a sentença sentado, de cabeça baixa, eventualmente limpando os olhos com as costas da mão e depois cobrindo as orelhas com os dedos. Quando questionado se gostaria de dizer algo, ele balançou a cabeça negativamente.

Na Índia, a pena de morte se restringe "aos mais raros dos raros" entre os crimes, e costuma ser por enforcamento. A sentença terá de ser confirmada por uma corte superior, e cabe recurso. A última execução no país aconteceu em 2004.

Kasab foi condenado na segunda-feira por mais de 80 acusações, inclusive as de homicídio e guerra contra a Índia.

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