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08/05/2010 - 16h38

Partidos ingleses se reúnem domingo para negociar gabinete

Por Cecilia Valente

LONDRES, 8 de maio (Reuters) - Os Conservadores e os Liberais Democratas irão conversar no domingo após a inconclusiva eleição desta semana, mas não devem chegar a um acordo sobre um novo governo antes da abertura dos mercados na segunda-feira, disse o Partido Conservador.

O partido de centro-direita conseguiu mais cadeiras no pleito de terça-feira, mas não conseguiu formar uma maioria e busca o apoio dos Liberais Democratas para encerrar 13 anos de reinado dos Trabalhistas.

As conversas cara a cara, com início previsto para as 7h (horário de Brasília), não envolverão os líderes dos partidos, informou um porta-voz dos Conservadores.

Ele disse ser improvável que se obtenha um acordo até segunda, observando que membros Conservadores do parlamento, que serão informados sobre as negociações, não se reunirão até a manhã de segunda-feira.

Os mercados financeiros, já abalados pela crise da dívida grega, esperam a formação de um novo governo rapidamente que dê início de forma ágil e decisiva à redução de um déficit orçamentário recorde.

A libra, os títulos do governo e o mercado de ações de Londres despencaram na sexta-feira, quando se tornou claro que os Conservadores não teria uma maioria parlamentar. Mas a moeda inglesa e os títulos recuperaram perdas anteriores com a perspectiva de um acordo com os Liberais Democratas.

Gordon Brown, líder dos Trabalhistas, permanece como primeiro-ministro enquanto aguarda o acordo, e disse que iria conversar com os Liberais Democratas sobre uma aliança se as negociações destes com os Conservadores fracassarem.

Um parlamentar Trabalhista pediu a Brown que entregue o cargo, dizendo que ele custou votos ao partido e tiraria a credibilidade de uma aliança.

Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas, recebeu o apoio de veteranos do partido neste sábado para um possível acordo com os Conservadores.

Clegg precisa superar o ceticismo de uma parcela significativa de seu partido, que teme que a terceira maior agremiação britânica seja forçada a sacrificar muitas políticas caras a seus membros por um acordo.

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