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10/05/2010 - 21h18

Brown aceita renunciar para manter trabalhistas no poder

Por Adrian Croft

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse nesta segunda-feira que aceitaria renunciar neste ano, sacrificando-se para que o seu Partido Trabalhista tenha uma chance de formar um novo governo em parceria com o Partido Liberal-Democrata.

Os "lib-dems", terceira força na política britânica, estão sendo cortejados também por David Cameron e o seu Partido Conservador, que formou a maior bancada no Parlamento, mas sem maioria absoluta para governar.

Reagindo à proposta de Brown, os conservadores fizeram também a sua "oferta final" aos "lib-dems": um convite para incluí-los em uma coalizão formal, e a promessa de um referendo limitado sobre uma reforma no sistema eleitoral.

O sistema distrital britânico dificulta a ascensão de uma terceira força, e reformá-lo é a maior reivindicação do partido de Nick Clegg.

Essa é a primeira vez desde 1974 que nem os trabalhistas nem os conservadores conseguem maioria absoluta.

Em uma declaração solene em frente à residência oficial dos primeiros-ministros, na rua Downing, Brown disse que os liberal-democratas agora desejam conversar com os trabalhistas, paralelamente à sua negociação com os conservadores.

"Não tenho desejo de ficar no meu cargo além do necessário", disse Brown.

"Como líder do meu partido, devo aceitar que (o resultado eleitoral) é um julgamento a meu respeito. Portanto, pretendo pedir ao Partido Trabalhista que ponha em andamento o processo necessário para a sua eleição de liderança."

O líder dos "lib-dems", Nick Clegg, já havia sinalizado durante a campanha eleitoral que não aceitaria manter o impopular Brown como primeiro-ministro.

Depois do anúncio de Brown, negociadores trabalhistas e liberal-democratas se reuniriam por uma hora. O trabalhista Ed Balls descreveu o encontro como "positivo e construtivo."

Brown não citou prazos para a renúncia, mas disse esperar que o novo líder assuma antes da convenção partidária de setembro.

O chanceler David Miliband, que desponta como favorito nas casas de apostas, disse que nenhum candidato vai se lançar até que a formação do novo governo esteja concluída.

A cotação da libra e dos títulos públicos caiu depois do anúncio de Brown. Os mercados temem uma demora na formação do novo governo, que atrase a adoção de medias urgentes para conter o déficit público.

(Reportagem adicional de Keith Weir, Michael Holden, Tim Castle, David Milliken e Fiona Shaikh)

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