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10/05/2010 - 14h54

Dilma defende atuação do BC na crise após declarações de Serra

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira a atuação do Banco Central durante a crise global, em resposta às declarações do rival do PSDB, José Serra.

Em entrevista à rádio CBN nesta manhã, Serra criticou o BC, ao indicar que o governo não aproveitou o momento de baixa demanda para reduzir ainda mais os juros.

O BC iniciou um ciclo de cortes da taxa básica de juro em janeiro de 2009. A Selic foi reduzida em cinco reuniões, até chegar a 8,75 por cento ao ano em julho daquele ano. Desde então, o juro foi mantido nessa patamar e, em abril de 2010, começou a subir.

Após participar de evento no Rio de Janeiro, Dilma disse a jornalistas, ao ser questionada sobre as declarações de seu opositor, que o BC tem perfil "de cuidado e de cautela".

"Não posso deixar de reconhecer a quantidade de acertos, que foram muitos, que o BC teve no enfrentamento da crise", disse Dilma, ao citar a redução de compulsório e outras medidas para ampliar a oferta de crédito no Brasil.

"O fato é que ele (BC) acertou na política monetária e no enfrentamento da crise. Ninguém pode deixar de reconhecer o papel importante no financiamento também dos nossos exportadores junto com o Ministério da Fazenda", acrescentou.

Dilma, ex-ministra da Casa Civil, evitou especular o nome do futuro presidente do BC caso ela seja eleita, mas declarou que pretende manter em um eventual governo a autonomia operacional do BC.

"As relações institucionais têm que se pautar pela maior tranquilidade possível e pela serenidade. Nós sempre tivemos uma relação muito tranquila com o Banco Central e muito pouca turbulência", disse ela.

Dilma rebateu acusação do tucano de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria fazendo terrorismo eleitoral ao defender a continuidade do atual governo pela eleição de sua candidata.

"A continuidade do governo do presidente Lula e do projeto nós defendemos, até por razões óbvias. Eu integrei o governo, coordenei os programas de governo, participei de cada uma das etapas... Todos os grandes projetos eu participei diretamente. Não tem terrorismo nenhum em nós acharmos que quem representa melhor a continuidade somos nós", afirmou a petista.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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