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13/05/2010 - 16h12

Amorim: acordo com Irã deve ter uso pacífico da energia nuclear

Por Fernando Exman

MOSCOU (Reuters) - Estão presentes todos os elementos necessários para que haja um acordo em relação ao programa nuclear do Irã e este entendimento precisa dar garantias claras de que a República Islâmica não desenvolverá armas nucleares, disse na quinta-feira o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quinta à Rússia, de onde seguirá para o Catar, Irã, Espanha e Portugal. Lideradas pelos EUA, potências ocidentais acusam Teerã de buscar a fabricação de armas nucleares e defendem a aplicação de uma nova rodada de sanções contra o país persa pela Organização das Nações Unidas (ONU). O governo de Mahmoud Ahmadinejad nega ter tal intenção.

Segundo Amorim, Lula pedirá garantias ao presidente iraniano de que o país persa não terá armas nucleares.

"O importante é ter um acordo prático que cria garantias objetivas de que o material disponível de urânio enriquecido no Irã não estará sendo usado para fins militares", disse o chanceler a jornalistas.

"Isso você consegue em parte pela implementação do acordo e em parte pela presença dos inspetores da agência atômica (da ONU)."

Ao entrar nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, o governo brasileiro tenta obter mais espaço na cena internacional. No entanto, o movimento é visto com ceticismo por setores da opinião pública doméstica e de outros países. Potências ocidentais disseram que o Irã poderia estar usando o apoio do Brasil para ganhar tempo na disputa.

O Brasil também mantém um programa nuclear para fins pacíficos, tem na Constituição um veto ao uso da tecnologia para a construção de armas nucleares e defende que o Irã tenha o mesmo direito.

"Você querer privar o direito do Irã a ter uso da energia nuclear para fins pacíficos não vai funcionar. Simplesmente não vai funcionar", alertou o ministro.

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) das Nações Unidas negociaram um acordo em que o Irã trocaria urânio por combustível nuclear já pronto para uso pacífico, mas as conversas chegaram a um impasse porque o país persa exigiu realizar o intercâmbio em seu próprio território.

Para Amorim, há espaço para que esse tema deixe de ser um impedimento para um acordo.

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