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13/05/2010 - 15h40

Plataforma de gás afunda na Venezuela, não houve vazamento

Por Frank Jack Daniel e Marianna Párraga

CARACAS (Reuters) - Uma plataforma de exploração de gás natural operada pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), e de propriedade da cingapuriana Petromarine Energy Services, afundou na quinta-feira no mar do Caribe, sem deixar vítimas nem risco de dano ambiental, informaram autoridades.

Os 95 trabalhadores foram retirados da plataforma, que afundou completamente e logo foi desconectada do poço Dragão 6, informou o governo.

"Foram esvaziados e neste momento dois patrulheiros de nossa armada se dirigem para a área", disse o presidente Hugo Chávez, ao anunciar o acidente via Twitter às 3h11 no horário local (4h11 no horário de Brasília).

O ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, disse à Reuters que o acidente havia sido causado pela entrada de água debaixo dos flutuadores que sustentavam a plataforma e adiantou que o proprietário da instalação tentará trazê-la à tona novamente.

Ramírez, que também é o presidente da PDVSA, antecipou que o incidente não vai alterar os planos do projeto Mariscal Sucre, em desenvolvimento na costa nordeste venezuelana.

O acidente ocorre semanas depois de uma plataforma de propriedade da britânica BP ter afundado no Golfo do México, provocando um dos maiores derramamentos de petróleo bruto da história dos Estados Unidos.

PERFURAÇÃO

A plataforma semi-submersível Aban Pearl, da Petromarine Energy Services, filial da companhia indiana Aban OffShore, foi instalada no ano passado e perfurava alguns dos 16 poços de gás do Mariscal Sucre.

Construída em 1977, tinha capacidade para operar a 1.250 pés de profundidade (381 metros), segundo dados do site da Aban Offshore.

Ramírez disse que, apesar do acidente, o projeto pela costa terá sua primeira produção em novembro de 2012 e que o dono da plataforma afundada enviará outras duas plataformas para a Venezuela.

O ministro, que visitou a plataforma na semana passada para celebrar a finalização das provas preliminares, disse que ela afundou por volta das 2 horas locais em uma área conhecida por sua forte ressaca.

"Foram ativadas as válvulas de segurança e um mecanismo de segurança adicional, o qual nos permite afirmar que temos o poço em estabilidade e não há risco de nenhum tipo de escape de gás, neste caso de gás seco", disse Ramírez.

O ministro acrescentou que será criada uma comissão para investigar o incidente e se trabalhava na área com um robô submergível.

(Reportagem adicional de Eyanir Chinea)

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