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15/05/2010 - 19h04 / Atualizada 15/05/2010 - 19h04

ONU e Congo divergem sobre momento da saída da força de paz

KINSHASA (Reuters) - As Nações Unidas insistiram neste sábado que qualquer remoção de forças de paz da República Democrática do Congo (RDA) iria depender das condições de segurança. No entanto, o país quer que as tropas saiam progressivamente até o fim de dezembro de 2011.

Grupos de defesa dos direitos humanos e potenciais investidores temem que uma retirada muito apressada dos 20.500 soldados da Monuc, como é denominada a força de paz, iria desencadear mais violência em um país que luta com dificuldade para se recuperar da guerra de 1998-2003 e ainda enfrenta grupos rebeldes em partes de seu território.

"O objetivo é que quando a Monuc se retirar as autoridades tenham condições de prover segurança," disse o enviado da ONU, o francês Gérard Araud, chefe de uma missão do Conselho de Segurança da ONU para o Congo, depois de conversações com o presidente Joseph Kabila.

Na sexta-feira, o Congo reafirmou sua exigência de que uma retirada escalonada das forças de paz seja concluída no fim do ano que vem.

"Com relação à retirada da Monuc, o governo deseja que seja feita progressivamente em 18 meses, entre 30 de junho de 2010 e 31 de dezembro de 2011," afirmou o gabinete do primeiro-ministro Adlophe Muzito, em um comunicado.

O mandado da Monuc expira em 31 de maio. Araud disse que há desentendimentos dentro do próprio Conselho de Segurança sobre como ela passaria de força de paz para uma mais ampla missão "de estabilização."

Fontes na ONU e no governo também disseram que o Congo está pronto para aceitar assistência da ONU para as eleições parlamentares e presidenciais, programadas para o ano que vem.

(Reportagem de Thomas Hubert)

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