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16/05/2010 - 12h18 / Atualizada 16/05/2010 - 12h18

Combates pioram na Tailândia e manifestantes propõem negociação

Por Jason Szep e Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - Manifestantes tailandeses disseram neste domingo que estão prontos para negociações com o governo, supervisionadas pelas Nações Unidas, caso o Exército declare cessar-fogo, depois de três dias de conflitos que já mataram 25 pessoas e transformaram Bangcoc num campo de batalha.

A declaração veio minutos depois de o governo tailandês recuar de impor toque de recolher. Os conflitos são intensos em duas áreas da cidade de 15 milhões de habitantes.

"Fazemos um chamado para o governo cessar fogo e retirar as tropas. Estamos prontos para negociar imediatamente", disse a simpatizantes Nattawut Saikai, líder do protesto. "Não temos nenhuma outra condição, não queremos mais perdas."

A resposta imediata do governo é que nenhuma condição deveria ser colocada para negociações. "Se eles realmente querem conversar, não devem impor condições", declarou Korbsak Sabhavasu, secretário-geral do primeiro-ministro. "É um sinal positivo, mas eles não podem fazer demandas, se querem negociar."

O toque de recolher teria sido algo raro numa cidade conhecida pela sua vida noturna. Ele tinha sido considerado em meio aos combate entre tropas do governo e manifestantes com bombas caseiras, pedras, granadas e armas.

"Não podemos recuar agora", afirmou o premiê Abhisit Vejjajiva, num pronunciamento pela TV no sábado.

Os combates mais intensos ocorriam em Bon Kai, artéria do distrito empresarial. Tropas e atiradores miravam manifestantes, que queimavam pneus para se proteger.

Um manifestante foi atingido na cabeça por um atirador, segundo testemunha.

Os manifestantes querem a renúncia do premiê nascido no Reino Unido e educado em Oxford, Abhisit. Eles o acusam de conluio com a elite real e de conspirar para derrubar governos eleitos.

Analistas e diplomatas afirmam que os militares parecem ter subestimando a determinação dos milhares de manifestantes, entrincheirados na cidade há semanas.

"Ao menos que o governo reprima de forma decisiva, nós vamos ver protestos menores e atividades de guerrilha se espalhando para outras áreas de Bangcoc", disse um diplomata sob condição de anonimato.

Moradores fazem estoques de mantimentos em casa. "Não sabemos por quanto tempo esse pesadelo vai durar", afirmou Panna Srisuwan, na fila de um supermercado.

Testemunhas afirmam que os mortos vêm do lado dos manifestantes. Segundo o Exército, os soldados podem atirar caso os manifestantes cheguem a 36 metros das linhas militares.

Nenhum soldado foi identificado na lista oficial de 25 mortos. Dois médicos de resgate foram mortos. Cinco jornalistas foram atingidos por tiros.

(Reportagem adicional por Ambika Ahuja e Ploy Ten)

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