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19/05/2010 - 17h31 / Atualizada 19/05/2010 - 20h05

Dilma afirma que dívida pública tem diminuído

BRASÍLIA (Reuters) - A pré-candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, defendeu nesta quarta-feira o governo das acusações de aumento da dívida pública e aproveitou para criticar governos passados, durante painel organizado pela Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

"A mim espanta que coloquem como problema o endividamento quando nós temos uma trajetória decrescente", afirmou a ex-ministra durante o evento que reuniu também os pré-candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

A relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto), uma das medidas de solvência mais acompanhadas por investidores, chegou a cair abaixo de 40 por cento em 2008, mas voltou a subir com a piora da crise global. Em março deste ano, último dado disponibilizado pelo Banco Central, o indicador estava em 42,4 por cento do PIB.

Em menção indireta à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Dilma afirmou que governos anteriores esperavam as eleições para divulgar más notícias.

"No passado, o país quebrava, uns sabiam que ele estava quebrado antes da eleição. Mas seguravam até passar a eleição e ele quebrava. Isso não está certo. Não é uma política que esse país merece", disse Dilma.

A pré-candidata também conclamou os prefeitos a reivindicar uma divisão mais igualitária dos royalties da mineração.

"Acho que vocês deviam brigar pelos royalties da mineração," disse.

O tema já foi defendido pelos pré-candidatos em encontro de prefeitos de Minas Gerais no início do mês. Um novo marco regulatório para o setor está entre as principais agendas de Minas, que reclama níveis mais altos de royalties para a exploração do minério, com o argumento de que o petróleo recebe mais.

Dilma também defendeu a reforma tributária e se comprometeu com a regulamentação da emenda 29, que define quanto a União, os Estados e os municípios devem destinar para a área da saúde.

"Eu assumo o compromisso de luta pela emenda 29," afirmou, citando as perdas para a área da saúde com a extinção da CPMF. "Reconheço que temos que melhorar a gestão da área da saúde," completou.

VÍDEO POLÊMICO

No momento em que respondia à última pergunta do painel, o principal adversário de Dilma na disputa eleitoral, José Serra, afirmou não ter assistido a um vídeo formulado pelo evento que fazia parte da sabatina.

O filme institucional traz uma animação de pouco mais de 3 minutos que mostra a peregrinação de um prefeito com um pires na mão em Brasília, em busca de recursos para seu município.

A não exibição do vídeo teria partido de um pedido da assessoria de Dilma Rousseff, para que a pré-candidata não fosse constrangida. Durante entrevista coletiva após painel, a ex-ministra afirmou não ter assistido ao vídeo.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, responsável pela organização do evento em Brasília, explicou que o pedido de não exibir o vídeo partiu de representantes da pré-candidata petista.

"O grupo da Dilma entendeu que a exibição do vídeo durante a pergunta poderia favorecer os outros candidatos", afirmou Ziulkoski. Ele destacou que o painel seguiu o princípio de conferir aos presidenciáveis o mesmo tratamento, o que incluiu fornecer as perguntas anteriormente e sortear a ordem dos candidatos.

O presidente da CNM acrescentou que houve uma reunião com os grupos dos três pré-candidatos sobre o vídeo. Diante da falta de consenso, o tema foi levado às associações regionais de municípios, que optaram pela não exibição do vídeo para manter o evento "equilibrado" entre os três postulantes ao Planalto.

Consultada, a assessoria de Dilma informou que a campanha manifestou insatisfação com o vídeo e o considerou ofensivo às ações do governo federal. De acordo com a assessoria, a decisão de não veicular o vídeo foi da Confederação Nacional dos Municípios.

(Reportagem de Natuza Nery, Maria Carolina Marcello e Bruno Peres; Edição de Carmen Munari e Daniela Machado)

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