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24/05/2010 - 11h45 / Atualizada 24/05/2010 - 11h45

Apesar de crise, Tailândia mantém previsão para o PIB

Por Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - O crescimento econômico da Tailândia neste ano será mantido apesar dos recentes distúrbios e das incertezas que restam no país, disse o governo na segunda-feira, quando a rotina começa a ser retomada em Bangcoc após os distúrbios das últimas semanas.

O órgão de planejamento do governo apontou um crescimento de 3,8 por cento do PIB no primeiro trimestre, o que é mais que o dobro da expectativa do mercado, de 1,8 por cento. Mas analistas dizem que o resultado do resto do ano ficará refém da possibilidade de mais violência.

A Bolsa de Bangcoc, que estava fechada desde quarta-feira por causa da violência na capital, reabriu com queda de quase 3 por cento na segunda-feira. Ações de hotéis e do varejo foram duramente afetadas.

"Os investidores podem estar temporariamente aliviados de que uma aparência de normalidade voltou, mas o risco político continua elevado e os investidores devem ficar cautelosos", disse Warut Siwasariyanon, diretor de pesquisas da corretora Finansia Syrus Securities, de Bangcoc.

"O grande conflito subjacente ainda está aí, e a ferida está mais profunda do que nunca, embora as ruas estejam limpas."

Na semana passada, o Exército invadiu e dispersou o acampamento dos manifestantes "camisas vermelhas" no centro de Bangcoc, encerrando várias semanas de protestos. Os confrontos vinham se intensificando desde 14 de maio, período em que pelo menos 54 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas.

Mas a crise não se resolveu, e os "camisas vermelhas" ainda planejam retomar no mês que vem sua campanha pela realização de eleições imediatas.

O governo prorrogou na segunda-feira por mais uma semana o toque de recolher em vigor na capital e em 23 províncias. "Temos informações de que ainda há grupos e indivíduos que desejam criar o caos em algumas áreas", disse o porta-voz militar Sansern Kaewkamnerd numa entrevista coletiva.

Os estatísticos do governo disseram que a previsão de crescimento econômico para 2010 está mantida em 3,5 a 4,5 por cento. Eles disseram, no entanto, que a previsão poderia ter subido 1,5 ponto percentual se não fossem os protestos, que afugentaram os turistas e reduziram a confiança do consumidor.

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